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Correio Braziliense

Celular lidera a preferência dos consumidores em Cuba


postado em 08/10/2010 08:00


Cubana observa aparelho: mercado latino-americano já é o segundo (foto: Ramon Espinosa/AP - 14/4/08)
Cubana observa aparelho: mercado latino-americano já é o segundo (foto: Ramon Espinosa/AP - 14/4/08)
Embalada pelo aquecimento de serviços de telefonia móvel no Brasil, a América Latina vem assumindo uma importância cada vez maior nos negócios dos principais fabricantes de aparelhos no mundo. Nos primeiros oito meses do ano, foram vendidos 15,4 milhões de celulares no país, uma alta de 7% em relação ao mesmo período de 2009. Impulsionada por essa expansão, o subcontinente somou 530 milhões de linhas ativas no primeiro semestre. Com isso, ultrapassou em 15 milhões o número de assinantes da Europa, tornando-se o segundo maior mercado global do setor.

Com 189 milhões de usuários, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil responde por um terço do segmento latino-americano de telefonia móvel. Individualmente, o país já é o quinto maior no planeta. “Nos últimos anos, temos visto como a tecnologia celular se expande na América Latina. Em particular no Brasil, o investimento é grande. Em comparação com os saturados mercados europeus, há bastante espaço para crescer”, afirmou o analista Joss Gillet da Wirelless Intelligence, consultoria responsável pela pesquisa.

O momento de expansão desse mercado no Brasil pode ser explicado pelo fascínio que o consumidor tem pelo celular. Tanto que o produto é identificado como o item eletrônico mais relevante na vida dos brasileiros, à frente de outros equipamentos. Segundo levantamento da consultoria GfK, o aparelho recebeu nota 8,67 numa escala de importância que varia de 1 a 10. Em segundo lugar, apareceu a câmera digital, com 7,29; seguida da televisão, com 7,20.

Os usuários da nova classe C, que aumentaram o poder aquisitivo, são os principais novos assinantes. As famílias desse segmento adquiriram cerca de 5 milhões de linhas somente entre janeiro e março. Enquanto isso, as classes A e B, juntas, compraram 4 milhões de aparelhos. Segundo a consultoria, a adoção média de telefonia móvel na região latino-americana chega a 90% da população. No entanto, em países como Chile e Argentina, o índice de penetração chega a ser superior a 100%. Estimativas do mercado apontam que o Brasil deve alcançar a média de um celular por habitante até o fim do ano.

“A classe C, especificamente, sempre teve como sonho de consumo aparelhos eletrônicos. Com a facilidade de crédito e o aumento da renda, ela passou a considerar o telefone móvel quase um item essencial do dia a dia. A possibilidade de ser encontrado e poder acessar informações a qualquer momento faz com que o brasileiro valorize o produto”, disse o diretor de Atendimento da GfK, Antonio Perrella.

Variedade
O relatório assegura que o mercado latino-americano ainda tem muito a melhorar, principalmente quando se trata de quesitos como a variedade de planos e opções de preços. De acordo com a consultoria, à medida que o setor amadureça e a demanda por serviços de dados e voz cresça, as operadoras vão passar a oferecer planos mais competitivos, como os disponíveis na Europa.

Produção de carros deve saltar 13,1%
Em setembro, a produção de veículos apresentou queda de 9,1% em relação a agosto, mas cresceu 12,7% na comparação com o mesmo período de 2009. Segundo a Anfavea, associação das montadoras, foram 308,1 mil unidades no mês. As vendas de novos atingiram 307,1 mil veículos, numa queda de 1,8% e expansão 0,5%, respectivamente. Diante do bom desempenho sobre o ano passado, os fabricantes elevaram a previsão de produção para 3,62 milhões de unidades neste ano, o que vai significar um salto de 13,1%, o dobro do ritmo esperado anteriormente. A expectativa era de 6,5%.


"A possibilidade de ser encontrado e poder acessar informações a qualquer momento faz com que o brasileiro valorize o produto”
Antonio Perrella, diretor de Atendimento da GfK

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