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Estado de Minas

Commodities colaboram para o superávit da balança comercial


postado em 01/03/2011 17:43

As vendas das commodities contribuíram para o superávit da balança comercial de fevereiro, segundo dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para o secretário executivo adjunto do MDIC, Ricardo Schaefer, a venda dos produtos básicos com cotação internacional puxaram o saldo positivo. “O preço das commodities vem sendo positivo para o país. Fica difícil fazer exercício de projeção e saber se esses preços, no futuro, vão [fazer] cair essa parte da nossa balança comercial. Essa pauta de básicos vem tendo desempenho positivo por conta dos preços”, avaliou.

Em fevereiro, as exportações de produtos básicos e semimanufaturados registraram valor recorde para o período, somando US$ 7,3 bilhões e US$ 2,2 bilhões, respectivamente. Os manufaturados alcançaram US$ 6,6 bilhões. As três categorias apresentaram crescimento comparadas ao desempenho do ano passado: manufaturados, 12,5%; produtos básicos, 39,3% e semimanufaturados, 14,1%.

As vendas externas dos produtos básicos foram alavancadas pelo minério de ferro, que apresentou aumento de 111,2% ante fevereiro de 2010, somando US$ 2,7 bilhões. Cresceram também as exportações de trigo em grão (330%), que registraram US$ 129 milhões e as vendas de milho em grão (165%), somando US$ 313 milhões.

Com relação aos manufaturados, o aumento das exportações foi puxado pelo óleo de soja bruto, com alta de 149%, registrando US$ 147 milhões; pelo ferro fundido, com alta de 73,6%, alcançando US$ 108 milhões; e ainda pelo ferro/aço, cujas vendas cresceram 71,1% e tiveram resultado de US$ 251 milhões.

Nas importações de fevereiro, houve crescimento em bens de consumo (30,6%), combustíveis e lubrificantes (24,8%), bens de capital (19,5%) e matérias-primas (11,7%). Em bens de consumo, o destaque ficou para importação de automóveis, vestuário e produtos alimentícios. No caso dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento foi puxado pelo aumento dos preços do carvão, petróleo e óleos combustíveis.

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