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Estado de Minas

Dilma visita universidades e convida MIT para se instalar no Brasil


postado em 10/04/2012 17:31 / atualizado em 10/04/2012 17:35

(foto: Roberto Stuckert FILHO/Presidencia )
(foto: Roberto Stuckert FILHO/Presidencia )

Boston -- A presidente Dilma Rousseff iniciou a agenda do segundo dia de visita aos Estados Unidos em Boston, Massachusetts, com o objetivo de fazer parcerias com dois centros de excelência em educação norte-americanos: o Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) e a Universidade de Harvard.

Nas duas instituições, a presidente será recebida por pouco mais de 50 estudantes brasileiros na cidade, sendo 34 bolsistas do programa “Ciência sem Fronteiras”.Lançado por Dilma em julho de 2011, o “Ciência sem Fronteiras” tem como objetivo oferecer, até 2015, 100 mil bolsas de estudo para brasileiros no exterior nas áreas de ciências, dos quais 25 mil patrocinadas pela iniciativa privada. Desse total, 20 mil serão para os Estados Unidos. Os 555 primeiros bolsistas selecionados pelo programa chegaram aos EUA em janeiro. A previsão é que até o segundo semestre deste ano outros um mil alunos sejam selecionados, totalizando 1,5 mil alunos de graduação sanduíche. Atualmente, existem 8,7 mil estudantes brasileiros nos EUA com recursos próprios e 791 bolsistas, conforme dados do Itamaraty.

Logo que chegou a Boston, por volta das 10h30, Dilma se reuniu com a presidente do MIT, Susan Hockfield. “Para o Brasil é muito importante o que estamos fazendo aqui. Abre um caminho que eu estou certa de que irá expandir cada vez mais”, disse Dilma antes da assinatura de dois acordos de cooperação para aumentar o número de estudantes brasileiros e o intercâmbio de conhecimentos tecnológicos. Um deles foi a renovação da colaboração com o Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP). A previsão do reitor do ITA, Carlos Palermo, é que ela será uma oportunidade para melhorar ainda mais a qualidade do ensino do instituto além de dobrar o número de vagas de pouco mais de 100.

A presidente teve um encontro com 20 acadêmicos do MIT. Entre eles, o ex-ministro do governo Lula e ex-professor do presidente dos EUA, Barack Obama, Mangabeira Unger. No encontro a presidente fez um convite para que o MIT se instale no Brasil e houve uma sinalização positiva, de acordo com um dos presentes.
Depois do MIT, a presidente seguiu para a State House, sede do governo de Massachusetts, onde foi recebida pelo governador Deval Patrick para um almoço. Durante o brinde, ele elogiou a economia brasileira, hoje a sexta maior do mundo. “O Brasil é um dos nossos parceiros internacionais mais importantes”, afirmou.

Dilma procurou destacar a importância de sua visita ao estado por dois motivos: pela excelência acadêmica e pela enorme comunidade brasileira nos EUA. Somente na jurisdição de Boston, moram 350 mil brasileiros.
Em seu discurso, Dilma ressaltou que durante a visita ao presidente norte-americano, Barack Obama, em Washington, teve uma rica e diversificada agenda bilateral. “Nos encontros de hoje com a comunidade acadêmica vejo delinear-se essa parceria para o século XXI”, afirmou.

Mais tarde, às 16h30, Dilma vai para Cambridge, para se encontrar com a doutora Drew Faust, presidente da Universidade de Harvard, onde as duas também assinarão atos. Às 18h (19h de Brasília), a presidente brasileira fará uma palestra para uma plateia de 700 pessoas na Harvard Kenneddy School of Government.
A presidente Dilma veio a Boston acompanhada dos sete ministros que estão com ela desde Washington: Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Aloizio Mercadante (Educação), Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia), Agnaldo Ribeiro (Cidades), Gleisi Hoffman (Casa Civil) e Maria Helena Chagas (Secretaria de Comunicação). O avião presidencial deverá retornar ao Brasil ainda hoje, por volta das 23h (24h de Brasília).

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