Economia

Perspectiva de greve geral do funcionalismo não se confirma

Apenas seis ministérios aderem à convocação dos sindicatos

postado em 23/06/2012 08:00
Apesar dos protestos na Esplanada dos Ministérios, reivindicação dos servidores federais tem baixa adesão
Depois de seis dias da convocação para a greve geral do funcionalismo, a maior parte dos órgãos federais continua funcionando normalmente. Dos 37 ministérios que compõem a administração federal, apenas seis foram afetados pela paralisação dos servidores: Saúde, Previdência, Trabalho, Justiça, Relações Exteriores e Desenvolvimento Agrário (MDA). Diante da baixa adesão do Executivo, os funcionários do Judiciário recuaram da paralisação por tempo indeterminado, amplamente alardeada para a última quinta-feira. Em vez disso, a categoria optou por uma greve de 48 horas, na semana que vem. Ao mesmo tempo, o governo joga duro na mesa de negociação sem ter apresentado nenhuma proposta concreta até o momento.

Nem mesmo os professores das universidades federais, os primeiros a entrar em greve, tiveram avanço na discussão com o Ministério do Planejamento, encarregado das negociações. O máximo que eles conseguiram foi o agendamento de uma reunião, mas que acabou cancelada na última hora sem que tenha sido marcada uma nova data para o encontro. Quanto mais o tempo passa, maior é o temor por parte dos sindicalistas de que a presidente Dilma Rousseff esteja vencendo a queda de braço nessa campanha salarial. No discurso, as lideranças dos trabalhadores asseguram que até o fim do mês a greve terá se espalhado por todo o funcionalismo, em efeito cascata.

Apenas seis ministérios aderem à convocação dos sindicatos

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