Economia

Seminário no Correio Braziliense debaterá as novas relações trabalhistas

postado em 21/10/2012 06:36
; Guilherme Lobão - Especial para o Correio

No cabo de guerra das relações de trabalho entre patrões e empregados, há uma tensão permanente: de um lado, a necessidade de redução de custo e aumento de produtividade/lucratividade; de outro, o temor em relação a possíveis perdas de direitos adquiridos e o apelo pela estabilidade. Setenta anos depois da criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a serem completados em 1; de maio de 2013, e com um mercado cada vez mais complexo, a evolução do sistema laboral emperra quando submetida à rigidez das leis trabalhistas.

O economista e professor da PUC-RJ José Márcio Camargo aponta como ;problemas sérios; as normas do trabalho para o Brasil do século 21. O modelo das leis trabalhistas aplicado ao mercado atual, segundo o raciocínio de Camargo, não exerce efetivamente a proteção ao trabalhador, tal como fora desenhada ao longo dos anos 1930, e cria uma dualidade no mercado de trabalho. Uma reforma ou flexibilização das leis trabalhistas esbarra não somente em questões sindicais, mas, principalmente, na modernização da Justiça do Trabalho ; segundo ele, uma ;corporação muito forte; para ser mudada. ;Lá estão acumulados hoje 3 milhões de processos trabalhistas. Isso é um absurdo;, comenta.

José Márcio Camargo, professor da PUC: para ele, a CLT deveria criar incentivos para relações de longo prazo

O tema será debatido no seminário Novas relações de trabalho para o Brasil do século 21, que os Diários Associados realizam em 7 de novembro, em Brasília. O evento será realizado das 8h30 às 18h no auditório do jornal Correio Braziliense e contará com a participação de empresários da indústria, empresas prestadoras de serviços e representantes do governo. A intenção é discutir uma nova regulamentação para contratação de prestadores de serviços, com vista ao aumento da competitividade da indústria nacional a partir de investimento em inovação, melhoria da produtividade e geração de novos empregos.

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