Esse ponto, no entender de Pereira, só reforça a necessidade de se ampliar a educação financeira. Os investidores que aplicam parte de seus recursos em ações de empresas públicas ou privadas devem entender perfeitamente os riscos que estão correndo. A mesma lógica vale para os fundos de investimentos, que abrigam mais da metade da poupança dos brasileiros. Não à toa, garante, a CVM vai intensificar a divulgação de informações sobre todas as aplicações que estão sob sua alçada. Para Pereira, poderá haver um risco sistêmico de quebradeira, caso a nova classe média não aprenda, adequadamente, como investir o dinheiro. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista que o presidente da CVM concedeu ao Correio Braziliense.
Mas os administradores de fundos fazem questão de sonegar informações. As assembleias nas quais são detalhadas as informações são sempre realizadas em lugares distantes e em horários inconvenientes. Como o senhor vê isso?
Com certeza, isso precisa ser resolvido. Realmente, do jeito que é feito hoje, os investidores nunca conseguem ir às assembleias. Há várias discussões em andamento para melhorar esse processo. As assembleias têm de ser transparentes. Sabemos que não há como mudar tudo rapidamente. Mas vamos agir. Tentar encontrar o melhor caminho possível. Permitir que o maior número de pessoas tenham acesso às informações básicas sobre seus investimentos.