Economia

Reserva de campo do pré-sal é de 1 bilhão de barris de óleo

Secretário de Petróleo, Gás e Recursos Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, disse que a expectativa de reserva na área de pré-sal, somente no campo Bloco Marítimo Bacia de Santos 8 (BM-S-8), é de 1 bilhão de barris de óleo

postado em 12/03/2013 18:18
Rio de Janeiro - O secretário de Petróleo, Gás e Recursos Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, disse que a expectativa de reserva na área de pré-sal, somente no campo Bloco Marítimo Bacia de Santos 8 (BM-S-8), é de 1 bilhão de barris de óleo. Na avaliação dele, as descobertas que estão sendo feitas mudam as expectativas porque têm as quantidades superiores.

;Há uma série de áreas que foram descobertas e ainda não foram avaliadas. Tenho uma série de áreas que já estão loteadas, que ainda não foram ofertadas e nem descobertas . Mas estão avaliadas e têm um potencial enorme e são áreas bastante significativas;, disse.

Almeida explicou que as descobertas que estão sendo feitas na Bacia de Santos mudam completamente as perspectivas na área, porque são completamente diferentes. ;São descobertas que têm uma área pequena, mas uma espessura muito grande. São descobertas que têm 400 metros com óleo e mais 400 metros com óleo em áreas fraturadas em baixo, quer dizer são 800 metros . Isso muda completamente a perspectiva. Essas áreas podem dar até 1 bilhão de barris e você olha na superfície é um chapéu de cozinheiro;, disse.

O secretário acredita que devem haver mais áreas semelhantes à do BM-S-8 na Bacia de Santos. ;Deve ter muito mais dessas estruturas na Bacia de Santos do que aquilo originalmente previsto. O que eu quero dizer é que existe um potencial enorme nessa área do pré-sal. Esse potencial vai ser desenvolvido com o tempo. Cada vez que o tempo passa a gente vai tendo surpresas bastante agradáveis, pelo menos assim tem sido até agora e a gente espera que continue;, disse.


Sobre o etanol, o secretário defendeu uma avaliação do mercado. Segundo ele, o Brasil estimula muito etanol, mas não a qualquer custo. Ele avaliou que a demanda tem crescido em velocidade muito grande e não é um reflexo apenas da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis.

;Não é problema de IPI só. É um problema bom. A população está tendo dinheiro para comprar carro. A população tem dinheiro para comprar gasolina. Tem mais carro na rua, mas acho que faz parte do negócio. É a mesma coisa de falar que vamos aumentar muito o consumo de energia no Brasil. Tudo bem, mas o nosso consumo per capta em comparação ao mundo é muito pequeno. Nós precisamos ter mais consumidores de gasolina. Isso é bom para o país. Significa ter uma população que não estava no mercado e que está entrando no mercado;, disse.

De acordo com o secretário, o governo está tentando criar condições para reduzir custo de produção de etanol, que para ele, é o grande problema do setor. ;O custo de produção de etanol subiu demais, porque a expectativa de preço da gasolina, crescente, nos últimos anos, levou produtor de etanol a pagar um arrendamento de terra o dobro que a soja pagava. Agora a coisa apertou. Acabou as vacas gordas de botar 100 usinas em um ano como foi em 2008. Acabou aquele período. Temos que ser competitivos. Vai ter que entrar o etanol de segunda geração reduzindo custo, vão ter que entrar as canas geneticamente modificadas, resistentes às secas, à floração antecipada, às geadas;, disse.

O secretário disse que, além de um trabalho do governo, baixando imposto, aumentando percentual de mistura e liberando financiamento, é preciso a ação dos produtores reduzindo custo de produção. ;As duas coisas têm que acontecer;, explicou.

Pelos cálculos de Almeida, com base na safra atual, a expectativa é registrar um crescimento na produção de etanol entre 10% a 15%. ; Para esta safra vamos subir de maneira significativa a produção;.

O secretário participou nesta terça-feira (12), em um hotel de Copacabana, na Zona Sul do Rio, de uma conferência do setor de petróleo, organizada pelo departamento responsável pela promoção do comércio internacional e investimento estrangeiro do governo britânico.

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