postado em 20/04/2013 08:08
Resistente e em nível elevado, a inflação não arrefeceu como o esperado. Pelo contrário, interrompeu o ciclo de desaceleração iniciado em janeiro, situação que, para os economistas, acende o sinal de alerta. A prévia da carestia oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) passou de 0,49%, em março, para 0,51% em abril, superando todas as estimativas do mercado, cuja mediana era de 0,46%. Alimentos, habitação e serviços continuaram a pressionar o custo de vida. Com o desempenho desses grupos, sete em cada 10 preços aumentaram neste mês.
O receio dos especialistas é de que, diante da piora do indicador, o resultado fechado do mês também surpreenda para pior e deixe o acumulado em 12 meses ainda acima do teto da meta de inflação, de 6,5%. O IPCA-15, que ainda se mantinha abaixo desse limite, cravou 6,51%, superando a tolerância imposta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A avaliação, seja entre economistas ou consumidores nos supermercados, é de que os preços não cedem. ;O
ritmo de reajuste dos alimentos vem perdendo fôlego, mas aquém do esperado, sugerindo maior persistência. Os núcleos da inflação (que descontam as maiores altas e as maiores baixas de preços) voltaram a subir, assim como os serviços e o grupo habitação;, ponderou Elson Teles, economista do Itaú Unibanco.
