Economia

Operações de curtíssimo prazo feitas pelo Banco Central batem recorde

Em abril essas operações chegaram a R$ 702 bilhões. Instituições financeiras preferem manter o dinheiro em aplicações quase diárias, por temerem a disparada dos preços

Rosana Hessel
postado em 23/04/2013 06:05
A disparada da inflação se tornou um tormento para as famílias, mas está engordando, como há tempos não se via, os cofres dos bancos. Sem alarde, as instituições financeiras estão ressuscitando um velho conhecido dos tempos de hiperinflação, que vigorou nos anos de 1980 e na primeira metade da década de 1990 ; o overnight. São operações de curtíssimo prazo com títulos públicos negociados pelo Banco Central para retirar o excesso de dinheiro em circulação da economia. Em abril, o volume de recursos aplicados por um prazo médio de três meses atingiu o recorde de R$ 702 bilhões. Nesses investimentos, os bancos garantem, sem qualquer risco, a taxa básica de juros (Selic), que está em 7,50% ao ano. É melhor do que emprestar com a inadimplência em alta e enquanto a inflação não cai.

Em abril essas operações chegaram a R$ 702 bilhões. Instituições financeiras preferem manter o dinheiro em aplicações quase diárias, por temerem a disparada dos preços

O BC prefere chamar o overnight pelo pomposo nome de operação compromissada, já que há um compromisso formal da instituição de, na data do vencimento, recomprar os títulos públicos vendidos aos bancos. Os prazos, no entanto, são apenas formalidades, uma vez que todas as operações são renovadas, pois, na visão das instituições financeiras, o mais correto é deixar o dinheiro aplicado por um prazo bem curto, de um dia, por exemplo, e garantir a liquidez do caixa.

Em abril essas operações chegaram a R$ 702 bilhões. Instituições financeiras preferem manter o dinheiro em aplicações quase diárias, por temerem a disparada dos preços

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