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Estado de Minas

Público gay consome, em média, 30% mais que consumidor hétero

Apesar da disposição desse público em gastar, o Brasil ainda não tem um mercado consolidado voltado para ele


postado em 01/06/2013 06:58

As companhias brasileiras ainda engatinham quando o assunto é o mercado LGBT, sigla que reúne lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Com um padrão de consumo 30% maior do que os heterossexuais de mesma faixa de renda, os cerca de 18 milhões de homossexuais do país acompanham as empresas saírem timidamente do armário, mesmo quando as cifras envolvidas são altas. O turismo, por exemplo, se destaca entre despesas do público gay. O brasileiro aparece em segundo lugar em um ranking elaborado pela americana Out Now Consulting, com uma expectativa de gastos com viagens de US$ 22,9 bilhões em 2013, atrás apenas dos Estados Unidos.

Além disso, uma pesquisa da inSearch Tendências e Estudos de Mercado mostra que 83% dos homossexuais pertencem às classes A e B. Para Luiz Redeschi, organizador da Expo Business LGBT, no entanto, o potencial alto de consumo não está, necessariamente, relacionado a uma renda maior. “Não é que esse segmento ganhe mais, mas é um público que, geralmente, não tem filhos e não tem os gastos com família. Logo, sobra mais dinheiro para consumir (outras coisas)”, explicou. De fato, apenas 4% dos casais de homens no Brasil possuem filhos. Entre as mulheres, esse número vai para 11%, segundo a Out Now.

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