Jornal Correio Braziliense

Economia

Mesmo em crise, Eike Batista é o líder mais admirado pelos jovens do Brasil

Quatro importantes nomes estrearam na lista deste ano: Joaquim Barbosa, Jorge Paulo Lemann, Graça Foster e Flavio Augusto da Silva



A pesquisa 2013, ouviu 52 mil jovens brasileiros, com idade entre 17 e 26 anos. Foram citados 1.880 líderes diferentes. ;Isso significa uma fragmentação de modelos a serem seguidos. Os jovens perceberam também que os pais não estão necessariamente preparados para orientá-los na carreira e esse papel foi delegado aos gestores. Porém, nem todos eles estão preparados para gerir pessoas e muitas vezes os jovens ficam desapontados; pondera a sócia da Nextview People, empresa parceira da Cia de Talentos, Danilca Galdini.

54% dos jovens não admiram nenhum líder


Um ponto que chamou a atenção na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada pela Cia de Talentos este ano, é que quantidade de respondentes que admiram um líder vem aos poucos diminuindo. Em 2013, 46% dos jovens disseram ter um líder, 6% a menos que no ano passado.

A exigência do jovem em relação ao gestor é alta: este precisa conhecer profundamente cada colaborador, ajudar seus liderados na execução das tarefas do dia-a-dia e na orientação da sua carreira. Ou seja, um bom líder é aquele que tem capacidade de gerir pessoas e deixá-las fazer as coisas com liberdade, confiança e espaço para inovar e cocriar. É fundamental que tenha também boa comunicação, seja transparente e dê feedbacks constantes, para que o jovem saiba se está no caminho certo. Importante dizer que ser chefe é diferente de ser amigo, pois valoriza muito a meritocracia.

O jovem respeita um líder que explica o porquê de cada atividade, pois seu trabalho precisa ter um significado, um propósito. É isso que o motiva a fazer parte da equipe daquele líder. ;Além de conhecimento técnico, de saber gerir os negócios, o líder tem que conhecer bem seus colaboradores, dar autonomia sem deixar de estar próximo, e tudo isso com paixão pelo que faz. Ainda que os jovens reconheçam que exista uma idealização, esperam exatamente essas características desse líder;, conclui Maíra Habimorad, sócia da Cia de Talentos.