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Estado de Minas

Ameaça de crise nos EUA aumenta com o estouro do teto da dívida

Obama e líderes do Congresso não chegam a consenso sobre o Orçamento, e a ameaça de crise aumenta com o estouro do teto da dívida


postado em 03/10/2013 06:03 / atualizado em 03/10/2013 08:38

(foto: Danilson )
(foto: Danilson )


A disputa ideológica que trava o Orçamento dos Estados Unidos e prejudica a prestação de serviços públicos no país parece longe do fim. O presidente Barack Obama rejeitou ontem as propostas republicanas em reunião na Casa Branca. Antes do encontro, ele havia avisado, em entrevista à rede CNBC, que não negociaria enquanto os recursos não fossem liberados. Irredutível, Obama provocou tensão no mercado financeiro, ao expressar seu pessimismo: “Wall Street, desta vez, deveria se preocupar”, disse.

O republicano John Boehner, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, e principal opositor de Obama, deixou a Casa Branca acusando Obama de intransigente, pois teria se recusado a negociar com os parlamentares. Ele afirmou que a conversa, que durou mais de uma hora, foi educada, mas sem progresso. Segundo o democrata Harry Reid, líder da maioria no Senado, Obama afirmou aos republicanos que “não vai permitir” as táticas usadas por eles.

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A líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi, assinalou que o presidente norte-americano não abre mão do sistema de saúde que beneficia os mais pobres, o qual a oposição quer derrubar. Ela assegurou ainda que Obama não invocará uma cláusula na 14ª Emenda da Constituição dos EUA, como forma de elevar o teto da dívida país, que será atingido em 17 de outubro.

A partir desse dia, os Estados Unidos ficarão sem dinheiro para pagar suas contas, caso o limite de endividamento não seja elevado. Se o calote se concretizar, as atuais restrições orçamentárias não serão nada perto do estrago que tem tudo para arrasar a economia mundial. Individualmente, o Brasil é o terceiro maior credor do Tesouro norte-americano.

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