Vicente Nunes
postado em 04/12/2013 06:00
A economia brasileira ficou menor. Apesar de todos os estímulos dados pelo governo, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre registrou queda de 0,5% ante os três meses imediatamente anteriores, o maior tombo desde janeiro a março de 2009, quando a atividade encolheu 1,6% e o Brasil mergulhou na recessão, empurrado pelo estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos. O resultado, que provocou comoção no Palácio do Planalto e elevou o tom das críticas da oposição, superou a média das projeções do mercado, de queda de 0,3%.O recuo refletiu, sobretudo, a desconfiança do empresariado em relação à política econômica da presidente Dilma Rousseff, que tem sido leniente com a inflação, elege setores específicos para receber benefícios, intervém na condução dos juros pelo Banco Central, recorre a truques fiscais para mostrar uma saúde que as contas públicas não têm e congela as tarifas públicas. Não à toa, os investimentos produtivos cederam 2,2%, a grande surpresa negativa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a agropecuária, que tombou 3,5%. O saldo só não foi pior graças à força do consumo das famílias, com incremento de 1%, e à gastança do governo, que teve alta de 1,2%.
O que mais assusta o empresariado e os investidores é a possibilidade de o Brasil entrar novamente em recessão. A despeito de esse não ser o quadro principal, os economistas admitem uma nova retração do PIB no quarto trimestre do ano. Os dados preliminares da atividade dão consistência a essas previsões, que podem ser reforçadas caso o mesmo IBGE mostre, hoje, queda na produção industrial de outubro. As estimativas são de recuo de 0,6% ante setembro e de 1% frente ao mesmo mês de 2012.
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