Mesmo pagando caro, os viajantes que optaram por embarcar na quinta-feira tiveram de lidar com o descaso e o péssimo atendimento das empresas aéreas. Sem infraestrutura adequada para enfrentar o aumento do fluxo de passageiros, as companhias obrigaram a clientela a encarar filas gigantescas, atrasos de quase duas horas e voos cancelados sem nenhuma explicação plausível. Até as 19h, 33% das 146 partidas programadas no Aeroporto de Brasília saíram fora do horário.
Desde o início da tarde, o clima era de nervosismo e apreensão nos guichês de check-in da Avianca. As filas ocupavam boa parte do terminal Juscelino Kubitscheck. A maioria dos passageiros não entendia o que estava acontecendo e se irritava com a falta de informação. ;Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que a empresa preste serviços de qualidade, que não me obrigue a ficar quase duas horas na fila sem saber se eu embarcarei ou não;, discursou o contador José Carlos Passos, 35 anos, com destino a Aracaju (SE). ;Me botaram em uma fila prioritária, mas de nada adiantou. Fiquei uma hora esperando pelo atendimento;, acrescentou a professora Eliane Ignotti, 48, com passagem marcada para Cuiabá.
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