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Estado de Minas

Inflação oficial fica próxima do limite da meta anual do governo

Puxado de novo pelos alimentos, indicador de preços usado como referência pelo governo desacelera em abril, mas sobe 6,28% em 12 meses


postado em 10/05/2014 08:00 / atualizado em 10/05/2014 08:49

A dona de casa Oneyde Maria Milhomem protesta contra a rotina de aumentos generalizados no supermercado, sobretudo de artigos básicos:
A dona de casa Oneyde Maria Milhomem protesta contra a rotina de aumentos generalizados no supermercado, sobretudo de artigos básicos: "Com R$ 100 não compro mais nada" (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


A inflação oficial deu uma freada em abril, mas ainda o insuficiente para se mostrar sob controle. A alta de 0,67% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ainda puxado pelos alimentos, surpreendeu analistas e investidores ao vir bem abaixo da mediana das expectativas do mercado, medidas pelo Boletim Focus do Banco Central (BC), de 0,80%. Essa desaceleração frente ao salto de 0,92% registrado em março não se mostra confortável ao perceber que o ritmo de alta do IPCA no acumulado em 12 meses até abril foi de 6,28%, acima dos 6,15% registrados até março e próximo da meta anual do governo, de 6,5%. Com isso, a curva segue para cima.

O consumidor está sentindo essa escalada no bolso. A aposentada Alzivera Saldanha, 66 anos, tem notado a disparada dos preços, sobretudo de carnes, verduras e frutas, a cada ida semanal ao mercado. Da última vez, gastou mais de R$ 100. “Não temos como fugir da carestia de alimentos básicos, como os presentes na salada. O jeito é pesquisar preços e substituir por legumes mais baratos”, aconselhou.

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A dona de casa Oneyde Maria de Almeida Milhomem, 55, também reclamou da rotina de aumentos e faz questão de aproveitar os dias de promoção, levando produtos da estação, mais em conta. “Do leite aos legumes, nada escapa das altas. Antes, eu conseguia encher um carrinho com R$ 250. Com R$ 100 hoje não compro nada”, lamentou.

Tendência
“O resultado de abril foi inesperado se comparado às expectativas gerais. Houve uma inversão sobre o mês anterior, mas isso ainda não significa acomodação. Os preços dos alimentos subiram 1,19%, ante os 1,92% de março. Apesar de crescer menos, a inflação continua subindo”, revelou a gerente de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Irene Maria Machado. Alimentação e bebidas, acrescentou, pesaram com 0,3 ponto percentual da alta do mês.



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