Publicidade

Estado de Minas

Governo empurra reajuste nos impostos de bebidas para depois da Copa

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não explicou qual será a elevação feita a partir de setembro e nem quanto o governo deverá arrecadar com esse reajuste em 2014


postado em 13/05/2014 14:19 / atualizado em 13/05/2014 14:38

Manobra gelada: governo não explicou a recomposição da parcela de tributos(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Manobra gelada: governo não explicou a recomposição da parcela de tributos (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)

O governo decidiu, nesta terça-feira (13/5), adiar para setembro o aumento de impostos para bebidas frias que passaria a vigorar a partir de 1º de junho, às vésperas do início da Copa do Mundo de Futebol.

O ministro da fazenda, Guido Mantega, disse que o reajuste na tributação para este setor será escalonado a partir de setembro. Ainda não informações sobre em quanto tempo será diluído todo o aumento previsto para o setor. "Quando um setor passa muito tempo sem receber aumento de impostos é como se a carga tributária tivesse caído. Nós vamos recompor isso, mas ao longo do tempo", disse o ministro.

Para o presidente da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmocci Júnior, foi assumido um compromisso com o governo de não reajustar preços de bebidas frias durante a Copa, num esforço para que a inflação não suba ainda mais. Solmocci disse também que o setor deve rever a decisão de demitir funcionários por conta do aumento de impostos. Ele acredita que, a partir de setembro haverá novos aumentos, mas de maneira que não impacte duramente as vendas do setor.

O ministro da Fazenda não explicou, porém, como o governo conseguirá recompor a parcela de impostos que deixará de entrar nos cofres públicos como postergação do reajuste para bebida frias. Pra este ano, a meta de economia fiscal é que o setor público consolidado deva arrecadar 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Leia mais notícias em Economia

A elevação dos impostos para bebidas ajudaria ao governo a atingir esta meta com R$ 1,5 bilhão em novos impostos, apenas entre junho e dezembro, além dos já cobrados do setor. Mantega não explicou qual será a elevação feita a partir de setembro e nem quanto o governo deverá arrecadar com esse reajuste em 2014.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade