Publicidade

Estado de Minas

Com incerteza eleitoral, empresas investem menos no Brasil

Falta de confiança dos empresários na mudança do cenário econômico dificulta aplicação de recursos no país


postado em 16/08/2014 06:02 / atualizado em 16/08/2014 09:38

(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 9/12/13)
(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 9/12/13)

Sem o consumo das famílias para sustentar o crescimento, os investimentos poderiam ser a mola propulsora do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, no Brasil, estão mais tímidos do que nunca. A presidente Dilma Rousseff disse que deixaria o governo com uma taxa de investimentos de 24% do PIB. Não foi o que aconteceu. Está em 18,1%, o menor nível desde 2009, ano posterior à crise mundial. Com as incertezas do ano eleitoral, nada indica que o quadro vai mudar. Pelo contrário, os índices de confiança dos empresários da indústria e do comércio desabaram em 2014.

Leia mais notícias em Economia

Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou novo piso histórico. Aos 108,4 pontos, recuou 1% na comparação com o mês anterior, acumulando nove retrações seguidas. Em relação a julho de 2013, houve queda de 7%, mesmo percentual registrado no indicador de investimentos do varejo em um ano. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 3,2% em julho na comparação com junho, registrando a sétima queda seguida, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o indicador foi a 84,4 pontos, menor nível desde abril de 2009 (82,2 pontos), ante 87,2 pontos no mês anterior, quando havia recuado 3,9%.

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor deve recuar 0,5% no ano. “A variável que explica as dificuldades da economia brasileira é o investimento. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) mostra queda por quatro trimestres seguidos, assim como a indústria. A reversão do quadro negativo depende de uma recuperação da confiança do empresário”, explicou a entidade, no seu Informe Conjuntural. Contudo, o desempenho é tão pífio e a confiança é tão decrescente, que a previsão da CNI para o investimento, este ano, passou de uma alta de 2,5% para retração de 2%.

 


A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade