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Estado de Minas

Analistas estimam retração de 0,3% a 0,8% do PIB no segundo trimestre

Para especialistas a revisão do crescimento do primeiro trimestre deve cair de 0,2% para -0,1%. Número oficial será conhecido em quatro dias


postado em 25/08/2014 08:33 / atualizado em 25/08/2014 08:40

Enquanto economistas discutem a paralisação da economia brasileira, para muitas famílias as dúvidas inexistem. “Na minha casa, a recessão já chegou”, conta a tradutora Ana Paula Brandão, de 25 anos, que, neste ano, reduziu os planos da TV a cabo e da banda larga de internet, deixou de ir ao cinema, desistiu de comer fora de casa e está trocando produtos caros por outros mais baratos no supermercado. Oficialmente, contudo, os números que devem comprovar que a economia brasileira parou só serão conhecidos na próxima sexta-feira, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Mas não é nenhum segredo no mercado que o índice será negativo. Os especialistas apostam em retração entre 0,3% e 0,8% da atividade econômica no segundo trimestre do ano, com revisão do crescimento de 0,2% do primeiro trimestre para -0,1%.

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Não é fácil explicar a os problemas que levaram Ana Paula a cortar gastos e que farão o mandato de Dilma Rousseff ser marcado pela pior desempenho de toda a série histórica desde que o PIB passou a ser calculado, com crescimento médio anual abaixo de 2%. Apesar de atribuir a responsabilidade da estagnação ao quadro internacional de crise e ao pessimismo do mercado, o governo tem mais culpa do que consegue admitir em ano eleitoral, com a reeleição da presidente na mira. Para os especialistas, a recessão na qual o país está afundando é resultado de vários fatores que vão desde os fundamentos da política econômica até a Copa do Mundo, passando pelo intervencionismo exacerbado e pela volatilidade das medidas adotadas pela equipe do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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“O governo Dilma vem fazendo uma política econômica errada há muito tempo”, avalia o economista Renato Fragelli, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O especialista aponta a chamada Nova Matriz Econômica, adotada ainda pelo governo Lula, para mitigar os efeitos da crise mundial de 2008 no Brasil, como a raiz dos problemas. “Naquele momento, incentivar o consumo, flexibilizando o crédito, foi uma medida pontual. Mantê-la a todo custo, mesmo depois de ter se mostrado ineficaz, como fez Dilma Rousseff, foi um erro”, pontua.

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