Para desgosto da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, o Fundo Monetário Nacional (FMI) sentenciou ontem que o Brasil parou, devido a políticas equivocadas, que resultaram no aumento da inflação e na perda de competitividade do país. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano será de apenas 0,3%, o correspondente a 10% da média mundial, de 3,3%. Em julho, a estimativa era de 1,3%. Com esse resultado, entre as 13 principais economias do planeta, o Brasil só avançará mais do que a Rússia, que está sofrendo com os embargos por causa do conflito na Ucrânia, e a Itália, em recessão. Quando comparado às nações emergentes, o saldo é ainda pior: esses países avançarão 4,4%.
O FMI ressaltou que as condições externas foram desfavoráveis, pois as exportações não cumpriram as expectativas, e o comércio se deteriorou em vários países. Porém, ressaltou que, ;em determinados mercados;, as incertezas da política econômica ;afetaram a confiança e os investimentos;. Se a previsão do Fundo vingar, será o segundo pior resultado desde 1998, quando a economia não registrou crescimento, e acima da queda de 0,3% em 2009, no auge da crise mundial.
;No Brasil, o PIB se contraiu no primeiro semestre do ano, refletindo o investimento fraco e uma moderação no consumo, devido a condições financeiras mais apertadas, à queda continuada nos negócios e à confiança do consumidor;, assinalou o relatório. O Fundo também reduziu as projeções para 2015: avanço de 1,4%, abaixo dos 2% esperados anteriormente. As previsões para o PIB brasileiro estão aquém da aposta do governo, de crescimento de 0,9%. Mas ainda são melhores que as do mercado, que vê uma expansão de 0,24% em 2014 e de 1%, em 2015.
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