Publicidade

Estado de Minas

Mantega indica possível reajuste nos valores de combustíveis ainda este ano

Forte recuo nas cotações do petróleo elimina defasagem de preços de combustíveis, mas também traz riscos ao pré-sal


postado em 16/10/2014 07:42

Ministro da Fazenda ressalta que, apesar da pressão externa menor, Petrobras decidirá se mexerá nas tabelas(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Ministro da Fazenda ressalta que, apesar da pressão externa menor, Petrobras decidirá se mexerá nas tabelas (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não descartou nesta quarta-feira (16/10) reajustar os preços da gasolina ainda este ano, mesmo com a forte queda nas cotações internacionais do petróleo, que pôs fim à defasagem nos valores dos combustíveis praticados no Brasil.

Mantega ressaltou, contudo, que “essa é uma decisão da Petrobras”. “Embora a gasolina no país esteja mais cara agora do que nos Estados Unidos, isso não quer dizer que a empresa vai deixar de fazer algum aumento”, declarou. Desde junho, o valor do petróleo acumula queda de 26%, graças aos elevados estoques e ao arrefecimento da demanda global.

As declarações de Mantega vieram um dia após analistas apostarem que o novo patamar de preço do petróleo anularia a expectativa geral de um aumento dos preços domésticos de combustíveis imediatamente após as eleições. Relatório do banco Credit Suisse divulgado na terça-feira (14/10) afirmava que, se o valor do barril continuar caindo, isso também poderia levar o país a não corrigir as tabelas da gasolina e do diesel nos postos “de nenhuma maneira”.

Em 2013, houve dois reajustes nos preços da gasolina. O primeiro ocorreu em janeiro, quando a Petrobras reajustou o diesel em 5,4% e a gasolina, em 6,6%. O último reajuste veio no fim de novembro, quando a Petrobras anunciou que os preços da gasolina e do diesel foram reajustados nas refinarias, sendo 4% para a gasolina e 8% para o diesel.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade