Publicidade

Estado de Minas

Novo ministro do desenvolvimento defende reformulação do papel do BNDES

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) terá menos dinheiro para emprestar no próximo ano, que será marcado por um ajuste fiscal rígido nas contas públicas


postado em 01/12/2014 16:57 / atualizado em 01/12/2014 17:40

Monteiro defende que o BNDES deva ter sua atuação mais voltada para empresas de pequeno e médio porte(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press. Brasil)
Monteiro defende que o BNDES deva ter sua atuação mais voltada para empresas de pequeno e médio porte (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press. Brasil)


O novo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto, admitiu há pouco que o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) como principal financiador das obras públicas e de empresas brasileiras passará por uma reformulação no próximo ano. “O BNDES teve um papel fundamental na implantação de políticas anticíclicas durante o período da crise, mas evidentemente teremos que rever isso diante do atual cenário da economia brasileira”.

Na prática isto significa que o banco terá menos dinheiro para emprestar no próximo ano, que será marcado por um ajuste fiscal rígido nas contas públicas. Monteiro defende ainda que o BNDES deva ter sua atuação mais voltada para empresas de pequeno e médio porte. “Além da necessidade de se estimular a busca de financiamento privado, já que o BNDES não tem condições de suportar toda estrutura de financiamento do país, as grandes empresas nacionais têm mais facilidade de buscar empréstimos no exterior”, justificou.

Leia mais notícias em Economia

Armando Monteiro não adiantou quem deverá ser o futuro presidente do BNDES - as especulações são de que o atual presidente Luciano Coutinho permaneça por pelo menos mais um ano - mas declarou que esta discussão será feita em conjunto com o Ministério da Fazenda. “O BNDES é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e o presidente do conselho do banco é o ministro, mas evidentemente por conta do tamanho que o banco atingiu, esse debate será travado juntamente com as autoridades econômicas do país”.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade