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Estado de Minas

Mercado desconfia de ajustes prometidos por Dilma em discurso

A incerteza sobre autonomia da equipe econômica e a decisão da CVM de investigar executivos da Petrobras afetam a bolsa de valores, que fecha em queda de 2,9%. Dólar encerra a sexta-feira cotado a R$ 2,692, em alta de 2,7%


postado em 03/01/2015 07:11

O novo discurso da presidente Dilma Rousseff ainda não convence o mercado. Durante a cerimônia de posse do segundo mandato, na última quinta-feira, ela confirmou o que a equipe econômica vinha sinalizando: a necessidade de profundos ajustes. E, pela primeira vez, admitiu claramente que sacrifícios terão de ser feitos, mas, paradoxalmente, insistiu em dizer que não haverá cortes em políticas sociais.

Como até agora Dilma não deixou claro o grau de autonomia que será concedido aos ministros da Fazenda e do Planejamento e ao presidente do Banco Central para que as promessas se cumpram, os investidores começaram o ano com a mesma desconfiança em relação às mudanças prometidas para os próximos quatro anos. Cautela e ceticismo seguem ditando o mercado.

Ontem, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BMF&Bovespa), recuou 2,99%. Quedas expressivas no valor de ações da Petrobras, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e de companhias educacionais marcaram o primeiro pregão do ano. “Pouca liquidez, mau humor e notícias ruins foram o pacote para mais quedas dos mercados locais”, resumiu o economista da Universidade de São Paulo (USP) Pedro Paulo Silveira.

O anúncio pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que instaurou um inquérito para apurar irregularidades de administradores da Petrobras — em decorrência dos desdobramentos das investigações da Operação Lava-Jato — fez os papéis da estatal despencarem mais de 6% no primeiro dia de pregão de 2015, arrastando consigo o resto do mercado: os títulos ordinários caíram 6,15%, a R$ 9, e os preferenciais perderam 6,58%, valendo R$ 9,36.

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