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Estado de Minas

Ministro do Planejamento recua e diz que manterá reajuste do salário mínimo

Nessa sexta-feira (2/01), Nelson Barbosa havia declarado que faria mudanças na correção


postado em 03/01/2015 14:24 / atualizado em 03/01/2015 16:40

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


Após anunciar que o salário mínimo seria corrigido levando em consideração a inflação, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, recuou. A pedido da própria presidente Dilma Rousseff, a pasta divulgou uma nota neste sábado onde afirma que a proposta de valorização do salário mínimo a partir de 2016 seguirá a regra de reajuste atualmente vigente.

Depois de ler jornais na praia, na base naval de Aratu, na Bahia, onde descansa, Dilma teria ficado irritada com as afirmações de Barbosa. De lá, tratou logo de desautorizar o ministro e mandou ele redigir uma nota se retratando.

O documento, de três linhas, escrita por ordem de Dilma, afirma que “a proposta de valorização do salário mínimo a partir de 2016 seguirá a regra de reajuste atualmente vigente”. O texto diz, ainda, que a proposta requer novo projeto de lei, a ser encaminhado ao Congresso Nacional este ano.

Hoje, o piso nacional é definido com base na inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida da variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. A regra em vigor expira em 2015 e, portanto, terá de ser modificada ou renovada.

Para os especialistas, o segunda mandato começa mal, com a presidente retirando a autonomia dos ministros. A bronca de Dilma em Barbosa também não será bem recebida pelo mercado.

Para os trabalhadores, a manutenção das regras implicará em reajustes menores em 2016 e 2017. Isso porque o ganho real é atrelado ao PIB, que terá expansão muito pequena tanto em 2014, estimada em 0,2%, quanto em 2015, cuja projeção é de 0,5%.

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