Publicidade

Estado de Minas

Avanço tecnológico e mudanças sociais multiplicam desafios no mercado

Novas atividades surgirão, exigindo conhecimento em várias áreas, capacidade de adaptação e habilidade para atuar em grupos


postado em 03/05/2015 08:00

Nos últimos 10 anos, o mundo passou por mudanças radicais. Os avanços da tecnologia e da ciência, o aumento da expectativa de vida da população e as demandas da sociedade por energias renováveis causaram impactos importantes na economia e nos negócios. Essas tendências vão determinar o ritmo do mercado de trabalho. A maioria das profissões terá que se adaptar às novas exigências, e várias poderão desaparecer. Esse ajuste será mais rápido do que se imaginava no passado. Até 2020, ou talvez antes, o planeta viverá transformações significativas.

De acordo com a economista Renata Spers, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), quem não se preparar perderá importância no mercado de trabalho. “As pessoas já começam a perceber as novas formas de agir. Profissões não surgem por acaso. Há forças no ambiente que as empurram. E, na maioria das vezes, vêm de cima para baixo. As empresas exigem determinadas qualificações. Os que não se adaptam são dispensados”, explicou ela, que coordenou a pesquisa “Carreiras do Futuro”, do Programa de Estudos do Futuro (Profuturo), da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Um movimento importante, segundo a pesquisadora, será o processo de “humanização”. O reinado do ignorante específico — excelente técnico em uma área, mas incapaz de conviver em grupos — chegou ao fim, disse a economista. Assim como o isolamento em turmas virtuais ou em nichos de saber. O conhecimento precisará ser compartilhado. “Haverá uma integração entre as atividades, o que exige também a formação integrada, seja educação formal, seja leitura, seja viagens. Mas a convivência, a sintonia, a capacidade de captar e compreender a ânsia do outro estão no topo do ranking”, afirma Renata.

Zona de conforto

Para Melina Graf, gerente de Transição de Carreiras da Consultoria Thomas Case & Associados, o processo de adequação para a década que se aproxima precisa de suporte profissional. “Às vezes, as pessoas resistem, se apegam a velhos hábitos. É um ranço do passado, quando o pensamento se baseava no ditado ‘em time que está ganhando não se mexe’. A concorrência chegou a tal ponto que todo avanço abrirá portas para outras descobertas. Muita gente vai precisar de orientação”, destaca.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade