A Anac informou que o pleito da Abear está em análise, mas as informações apresentadas eram "inconsistentes" pois não contemplavam a totalidade dos contratos das associadas. A Anac disse que solicitou dados aos aeroportos e fez visitas técnicas para montar uma base confiável para a análise do suposto abuso comercial.
A agência regulatória também afirmou que "não é qualquer elevação de preços que configura abuso". "Diversos preços de áreas nos aeroportos estavam defasados. Logo, aumentos eram esperados, pois as concessões naturalmente trariam esses preços para valores de mercado", completou.
Procuradas, as concessionárias que administram os aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Brasília e São Gonçalo do Amarante não quiseram se manifestar.
Novas tarifas
As aéreas afirmam que o aumento de custos nos aeroportos é um movimento generalizado entre as concessionárias privadas. Além dos reajustes, novas taxas foram criadas. Segundo a Abear, a concessionária Rio Galeão repassou às companhias um reembolso de 35% dos custos de administração predial, como um rateio de "condomínio" do aeroporto. A conta inclui gastos com segurança, limpeza, ar condicionado, lixo e jardinagem. Em comunicado, a Rio Galeão disse que "atua de acordo com o contrato de concessão e a legislação vigente" e que "está investindo em melhorias expressivas em toda infraestrutura do aeroporto".