Jornal Correio Braziliense

Economia

Demanda por crédito em fevereiro recua 2,2% ante janeiro, aponta Serasa

Influenciado pelo resultado de fevereiro, o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito fechou o primeiro bimestre do ano com alta de 1,7% sobre igual intervalo do ano passado.

A demanda do consumidor por crédito, medida pela quantidade de pessoas que buscou linhas de crédito, encolheu 2,2% em fevereiro, na comparação com o primeiro mês deste ano. Na comparação com fevereiro de 2015, entretanto, o indicador cresceu 6,7%, de acordo com pesquisa da Serasa Experian.



[SAIBAMAIS]A alta na comparação entre meses de fevereiro tem como pano de fundo o fato de 2016 ser um ano bissexto, e com isso o mês de fevereiro teve um dia a mais do que no ano passado.

Influenciado pelo resultado de fevereiro, o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito fechou o primeiro bimestre do ano com alta de 1,7% sobre igual intervalo do ano passado.

"De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aprofundamento da recessão econômica, o nível elevado das taxas de juros e o patamar deprimido dos níveis de confiança do consumidor continuam impedindo um desempenho mais favorável da procura dos consumidores por crédito no País", destacou a empresa em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, 14.

Na análise por classe de renda pessoal, o único grupo avaliado que apresentou retração de demanda foi aquele composto por classe de renda mensal de até R$ 500. Nesse grupo de consumidores, a demanda encolheu 2,8%. A demanda entre aqueles que ganham R$ 2.000 a R$ 5.000 por mês, por outro lado, cresceu 3%, a maior elevação do período.

Por região, destaque para a alta de 5% da demanda por crédito no Sul do País no acumulado de janeiro e fevereiro, sobre igual intervalo de 2015. A região Nordeste, por outro lado, apresentou retração de 4,9%. O Sudeste acompanhou a região Sul com maior demanda por crédito (%2b4,2%) no período, enquanto o Centro-Oeste e o Norte apresentaram tendência oposta, com retração de 1,7% e 2,5%, respectivamente.