Jornal Correio Braziliense

Economia

Entenda como o BC vê fatores que influenciam os preços nos próximos meses

Autoridade monetária prevê IPCA de 6,6% em 2016 e admite que o resultado ficará acima do teto da meta pelo segundo ano consecutivo. Crescimento dos gastos públicos, com projeção de novo deficit, é a principal razão apontada para o descumprimento



As explicações não foram suficientes para convencer o mercado de que a autoridade monetária está fazendo o que lhe cabe para manter o poder de compra da moeda. ;A culpa é sempre dos outros, nunca do BC. É como um time de futebol dizer que não consegue ganhar o jogo porque choveu muito e a bola está pesada;, atacou o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor da instituição.

Pressões
O BC também procurou reforçar a ideia de que não vai baixar os juros se não houver condições para isso. No cenário de referência apesentado ontem, a Selic, a taxa básica estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), continuará nos atuais 14,25% até o fim do ano. O documento menciona várias pressões de alta da carestia, além dos gastos públicos. ;O Comitê reitera que essas condições não permitem trabalhar com a hipótese de flexibilização monetária.;, diz o relatório.

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