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Correio Braziliense

Renda média de jovens na capital federal é a maior do país, diz estudo

Enquanto ganho médio é de R$ 1,5 mil na capital, no Maranhão é de menos de R$ 600 na faixa etária entre 16 e 24 anos


postado em 26/07/2016 06:05 / atualizado em 26/07/2016 07:52

Com20 anos, Bruno Lopes tomou posse como assessor da UnB recebendo o dobro da média da renda de Brasília(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Com20 anos, Bruno Lopes tomou posse como assessor da UnB recebendo o dobro da média da renda de Brasília (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)


A renda média dos jovens do Distrito Federal é a maior do país e equivale a quase três vezes à dos brasileiros entre 16 e 24 anos do Maranhão, onde o ganho é o menor. Enquanto no DF atinge R$ 1,5 mil, no estado nordestino, é de R$ 587, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, especializado em consumo e opinião pública. De acordo com o estudo, os jovens nessa faixa etária movimentam anualmente R$ 295,5 bilhões. Santa Cataria aparece em segundo lugar no ranking, com renda média de R$ 1.378; seguida por São Paulo, com R$ 1.371. O Rio de Janeiro ficou em sexto, com R$ 1.247.

“Em Brasília, dois fatores contribuem para o resultado: a grande massa que opta por concursos públicos, em busca de salários superiores aos da iniciativa privada e, em consequência, o maior nível de escolaridade em relação aos estados, já que os candidatos precisam se preparar para enfrentar a concorrência”, explicou o presidente do instituto, Renato Meirelles.

Ele ressaltou que, embora o desemprego tenha aumentado no país, “na prática, está entrando mais dinheiro nas casas desses jovens”. Essa aparente contradição tem uma explicação: a técnica usada para medir a desocupação é quantificar os que procuram emprego. “Aumentou realmente a procura e mais jovens passaram a trabalhar. O lado bom da crise é que a dificuldade acabou aumentando a renda nessa faixa etária.”Na maioria dos casos, os jovens (71%) são mais escolarizados que os pais, os influenciam no consumo e na compra de tecnologia.

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Os com baixa escolaridade se encaixam no setor de serviços e os mais preparados, nas multinacionais. “A diferença de renda nem sempre é grande nesse momento da vida. Um vendedor de nível médio, por exemplo, pode ganhar até mais que um recém-formado em universidade. O problema é o futuro”, reforçou Meirelles.

Cidade é a mais cara
O servidor público Bruno Barros Lopes, 20 anos, está ansioso por receber o primeiro salário. Ele foi empossado há pouco mais de um mês como assessor da Universidade Federal de Brasília (UnB), com salário que é o dobro da renda média dos jovens entre 16 e 24 anos da capital federal. E, apesar do valor, acha que o salário deveria ser ainda maior. “A minha remuneração é menor em comparação a outros órgãos do setor público, como Judiciário e Executivo, por exemplo. Para mim, poderia ser ainda melhor”, afirmou.

Mesmo sem ter recebido ainda, Bruno já sabe quais serão os gastos mensais de atividades onde pretende investir. “Vou pelo menos uma vez no mês ao cinema e pretendo manter esse hábito. Também não abro mão do almoço na rua, que está entre os meus principais gastos”, contou. De acordo com Bruno, seu principal gasto em Brasília é com gasolina. “Cerca de 40% do salário vai para combustível. Isso não vai mudar. Mas eu também penso em fazer investimentos, para, no futuro, comprar uma casa e viajar”, disse.

 

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