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Correio Braziliense

Para especialistas, PIB do país deve melhorar com impeachment de Dilma

Com afastamento da presidente, haverá retomada da confiança, apesar de lenta. No segundo trimestre, recuo foi de 0,6%


postado em 01/09/2016 06:00 / atualizado em 01/09/2016 09:12


Do ponto de vista das contas nacionais, é como se o governo da ex-presidente Dilma Rousseff nunca tivesse existido. O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano caiu 0,6% em relação aos três primeiros meses do ano, anunciou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sexta queda seguida. Entre abril e junho foram produzidos R$ 1,53 trilhões em bens e serviços no país. É o mesmo valor, corrigido pela inflação, que se registrou no quarto trimestre de 2010, quando Dilma foi eleita para o seu primeiro mandato.

O pequeno crescimento econômico que se obteve nos primeiros anos em que ela passou no Planalto foi eliminado pela recessão iniciada no fim de 2014, exatamente quando ela conquistava o segundo mandato. Como a população brasileira ficou maior desde que Dilma chegou ao poder, houve perda de 9,73% na renda per capita . Foi mais forte do que a redução de 7,6% registrada entre 1981 e 1992, período conhecido como década perdida.

O péssimo desempenho econômico do Brasil foi decisivo para o impeachment de Dilma, segundo analistas. Ela alertou, no pronunciamento que fez ao Senado na segunda-feira, que o julgamento não poderia ocorrer pelo “conjunto da obra”, mas apenas por crime de responsabilidade. Não há dúvidas, porém, entre apoiadores e adversários da hoje ex-presidente, que o desemprego e a queda na renda foram levados em conta.

“Tem sido muito difícil explicar para as pessoas, principalmente no exterior, a magnitude da queda da economia brasileira”, disse o economista Evandro Buccini, da Rio Bravo Investimentos. “Havia algo estranho, que era, na verdade, a falta de confiança representada pela permanência de Dilma no poder”, avaliou.

Com a substituição da petista por Temer, os analistas de mercado estimam uma reação favorável dos números. Mas ela não virá logo. “O processo de recuperação deve ser mais lento do que o esperado”, avisou a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. Para Buccini, uma das maiores dificuldades está na recuperação do crédito, que tem sido bem mais difícil do que se esperava. Quando isso vier, ele notou, as pessoas poderão comprar mais e as empresas conseguirão aumentar a produção. “Só assim a economia poderá ganhar tração”, explicou.

 

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