Jornal Correio Braziliense

Economia

Fed restringe atividades de bancos em mercados físicos de commodities

O Fed busca minimizar riscos que uma catástrofe ambiental poderia representar para as instituições financeiras

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) propôs nesta sexta-feira novas restrições a atividades de bancos em mercados físicos de commodities como o alumínio e o petróleo. Com isso, o Fed busca minimizar riscos que uma catástrofe ambiental poderia representar para as instituições financeiras.

[SAIBAMAIS]As regulações devem exigir que certas companhias mantenham um capital adicional para cobrir riscos e estabelecem limites sobre o nível de atividade de negociações que as companhias podem conduzir. Elas também retirariam a capacidade dos bancos de se envolver em mercados físicos de commodities ligados a usinas de energia e proibiriam instituições de possuir ou de estocar cobre.



As regras atingiriam provavelmente mais o Goldman Sachs, especialmente já que a maioria dos outros bancos já fizeram mais para deixar esses negócios.

A medida se segue a investigações no Congresso dos Estados Unidos sobre se os bancos estariam exercendo um poder a partir de fora sobre certos mercados, bem como preocupações regulatórias de que os bancos que negociam nesses mercados possam estar em risco por seus negócios de commodities.

Os reguladores citaram desastres como o vazamento de petróleo ocorrido em 2010 no Golfo do México, o problema na usina nuclear de Fukushima, em 2011 no Japão, e uma explosão em um oleoduto na Califórnia em 2010 como exemplos de riscos que poderiam potencialmente desestabilizar o sistema financeiro, se o banco fosse envolvido e sujeito a ação legal.