Jornal Correio Braziliense

Economia

Ministro da Fazenda diz que economia saiu da UTI, mas ainda se recupera

Segundo Meirelles, um dos %u201Cremédios%u201D que ajudarão na recuperação da economia é a reforma da Previdência, cuja proposta deve ser apresentada pelo presidente Michel Temer

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comparou nesta segunda-feira (5/12) a economia brasileira a um paciente que deixou a Unidade de Tratamento Intensivo - UTI. ;[Um paciente que] não está correndo ainda, está num processo de estabilização e retomada;, disse o ministro, durante o 12; Congresso Brasileiro da Construção, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Segundo Meirelles, um dos ;remédios; que ajudarão na recuperação da economia é a reforma da Previdência, cuja proposta deve ser apresentada nesta segunda-feira pelo presidente Michel Temer.

[SAIBAMAIS];A expectativa é que [a proposta] seja bem recebida no Congresso. Ela será debatida pela sociedade, como deve [ser] em qualquer país do mundo. Mas ela tem uma meta central. Melhor do que tentar antecipar ou manter uma idade de aposentadoria relativamente jovem, aos 55, 56 ou até 60 anos, é dizer que, mais relevante, crucial, todos tenham certeza de que vão receber a aposentadoria;, disse.

O ministro da Fazenda destacou que as atuais regras de aposentadoria foram feitas há muitas décadas, quando a expectativa de vida era inferior. Hoje à tarde, o presidente Temer e o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, reúnem-se com representantes das seis principais centrais sindicais do país, em Brasília.

Impostos não terão aumento


Meirelles disse, durante o congresso, que ouviu as sugestões apresentadas pelos representantes de empresários, mas que não pretende promover desonerações aos setores e garantiu também que não vai aumentar impostos.

;O governo deve cortar gastos correntes para não só não ter um crescimento da dívida publica, que não pressione os juros e crie incerteza, mas que também não foque suas ações em cortes de curto prazo, o que significa corte de investimento público. É importante que se preserve a capacidade de investir;, declarou.

O ministro lembrou que a crise econômica começou no fim de 2014 e ainda persiste. ;A longa duração é porque o combate eficaz só começou em maio de 2016. São dois anos completos de crise e isso afeta o endividamento das companhias, dificultando a retomada do crédito. O mesmo acontece com as famílias;, afirmou.

Como medidas a serem tomadas, o ministro defendeu a redução do tamanho do estado e maior participação do capital privado. E, ainda, os reflexos positivos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do limite dos gastos públicos. Segundo Meirelles, se a PEC tivesse sido aprovada em 2006, a despesa primária do governo seria 10%, em vez dos atuais 19,5%. ;Seria outro país;, disse.

PPE continua

Durante o evento, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que o governo dará continuidade ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) visando garantir 200 mil empregos.

;O PPE passará a ser política pública de proteção ao emprego de estado;, disse. Outra medida do ministério relaciona-se a estudos buscando desburocratizar e facilitar o acesso aos recursos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), aumentando, assim, os recursos para a habitação.
Por Agência Brasil