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Correio Braziliense

Instrutora: autoconhecimento é essencial para traçar rumos profissionais

Lucila Simão é coach de carreira e diretora-executiva do Instituto Fenasbac, da Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central do Brasil


postado em 08/01/2017 08:00 / atualizado em 07/01/2017 17:38

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


O autoconhecimento ganha especial importância neste momento em que a economia está em crise, visto que o mercado tem privilegiado cada vez mais os profissionais com bom perfil comportamental — algo que só pode ser conquistado mergulhando em si mesmo para identificar falhas e, assim, buscar melhorar. “Uma pessoa que se conhece sabe como reage às situações e, dessa forma, terá mais sucesso profissional. A inteligência emocional e o autocontrole são a grande pedida no mercado e são necessários para se relacionar bem com os outros, sabendo os gatilhos que podem tirar você do sério”, afirma Lucila Simão, coach de carreira e diretora-executiva do Instituto Fenasbac, da Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central do Brasil.
Segundo ela, a grande sacada do profissional que se conhece é a capacidade de virar uma espécie de drone, sendo capaz de observar as situações com certo distanciamento e não apenas vivê-las. “Isso é importante para se perceber em tudo que faz, entender como negocia, como administra conflitos, como lida com a ansiedade e, a partir daí, tentar mudar para melhor”, diz. Assim, é possível ouvir mais os outros, pensar antes de agir e ter mais domínio próprio. De acordo com Karine Ribeiro, psicóloga e pós-graduada em gestão de pessoas, “o primeiro passo para se aprimorar em qualquer coisa é se conhecer”. O autoconhecimento também é fundamental para entender os próprios talentos e vocações, escolher ou, se necessário, mudar de carreira e emprego, além de evitar arrependimentos. “Pessoas em fases diferentes da trajetória profissional enfrentam os mesmos dilemas quanto a missão, vocações e habilidades. O problema é que muitos só se dão conta de que precisam conhecer a si mesmos muito tarde”, observa Lucila Simão.

No entanto, não adianta lamentar o tempo perdido: o melhor é seguir em frente e aprender com isso. “É fundamental parar de sentir culpa pelas escolhas passadas, pois, de alguma maneira, elas formam o que somos. Isso é necessário para traçar os novos caminhos que venham a partir de então”, acredita Daniela Lemes, responsável pelo programa de Autoconhecimento da Fundação Estudar, organização sem fins lucrativos de incentivo à educação. Saber quem você é pode parecer algo fluido e inalcançável, mas pode ser mais simples do que parece. Para Daniela Lemes, trata-se de um processo que trata do momento imediato, pois o ser humano está em constante transformação. Segundo ela, o exercício de se perceber precisa entrar na rotina como hábito para que a pessoa não tome decisões por fatores externos (como moda ou influência dos colegas), o que, com o passar do tempo, entra em conflito com a essência do indivíduo. “Quando não se conhece, a tendência é que o profissional defina objetivos e trilhe uma carreira que não tem sentido para ele. Quando, na verdade, deve-se fazer escolhas a partir de coisas de que não se abre mão e que são importantes para você”, indica.

* Estagiário sob supervisão de Ana Paula Lisboa

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