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Correio Braziliense

Modelo atual do sistema de saúde precisa mudar, alertam especialistas

Soluções apontadas por especialistas para resolver as deficiências do sistema de saúde passam por medidas como a criação de estruturas regionais de serviços médicos e a integração entre as redes pública e privada, além de melhoria na gestão de recursos


postado em 06/02/2017 07:37

Resolver os problemas de um sistema de saúde universal, que atende cerca de 150 milhões de brasileiros — de acordo com estimativas do governo federal —, e ainda revigorar o sistema de saúde suplementar, não será uma tarefa fácil. Mas a grande importância de solucionar a crise na saúde está levando instituições e especialistas a debaterem profundamente o assunto. Afinal, embora a conjuntura imponha adversidades, são os problemas estruturais que mais preocupam. Na saúde pública, a gestão dos recursos é ineficiente e precisa de uma reestruturação. No setor privado, é preciso discutir maneiras de reduzir os altos custos médico-hospitalares de modo a aliviar as despesas das famílias, além de readequar o modelo de oferta dos planos.

O caos da saúde pública começa nos grandes centros. Mas, no interior do país, os problemas se agravam e a falha na prestação do serviço coloca em risco a vida de milhões de pacientes. A solução deve atingir todos os estados, alcançar os usuários e reformar a estrutura e logística de atendimento. Apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) ser alvo de descrença entre muitos brasileiros, medidas parecidas já deram certo em outras nações, alerta o coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS do Conselho Federal de Medicina (CFM), dr. Donizetti Dimer Filho.

Em muitos países da Europa, observa Dimer, os sistemas de saúde foram universalizados para todos os cidadãos. Segundo ele, as taxas de reclamações em países como Inglaterra e França são baixas e não faltam casos de sucesso. No Brasil, o agravamento da crise na saúde tem preocupado o CFM. Por isso, a entidade recomenda uma reforma de gestão e na estrutura nos hospitais para resolver o problema.

“Para mudar o rosto da saúde pública no Brasil, devemos ter uma reformulação no funcionamento do sistema. Seria importante criar estruturas de saúde regionais, que devem ser instituídas de acordo com as necessidades de cada região. Hoje, temos hospitais de referência nas capitais e uma saúde cada vez mais precária nas cidades menores”, avalia Dimer. Para ele, seria importante agrupar as cidades menores e implementar centros de emergência e unidades básicas de saúde mais próximas da população. “Aqui, o governo sempre investiu menos na saúde do que acontece em outras nações. Um grave problema é a gestão do sistema, que é realizada de forma incompetente.”
 
(foto: Arte/CB/DA Press)
(foto: Arte/CB/DA Press)
 

* Estagiária sob supervisão de Odail Figueiredo 
 

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