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Correio Braziliense

PIB per capita do Brasil encolheu 9% desde 2014

Taxa ficou acima do recuo de 7,4% da economia nos últimos dois anos, o pior desempenho do país na história


postado em 07/04/2017 12:18

Enquanto o país tenta sair da pior recessão da história, o brasileiro está cada vez mais pobre. O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 7,4% nos últimos dois anos, mas queda do PIB per capita foi muito maior, de 9% desde, conforme um levantamento feito pela Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal. A entidade avisa que, neste ano, vai ser ainda mais difícil para a recuperação do crescimento dado a forte queda, de 0,9%, apenas no PIB do último trimestre de 2016.


“Além de reafirmar a profundidade da recessão iniciada tecnicamente no segundo trimestre de 2014, de acordo com o mapeamento realizado pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getulio Vargas (FGV), a surpresa negativa com o resultado do PIB do quarto trimestre deixou um carregamento estatístico (carry over) muito desfavorável para 2017, calculado em -1,1%”, disse o estudo. “Isso significa que se não houver crescimento ao longo dos próximos quatro trimestres, mantido, portanto, o patamar do período final do ano passado, a variação real do PIB em 2017 seria de -1,1% apenas pelo efeito carregamento”, completou.
 
O estudo da entidade ainda aponta que corte de R$ 42,1 bilhões no Orçamento de 2017, anunciado pelo governo recentemente, é “uma medida positiva”, pois deverá ser suficiente para levar ao cumprimento da meta fiscal, de um deficit de até R$ 139 bilhões. “As novas receitas estimadas pelo governo estão muito mais próximas das estimativas da IFI, o que se deve à forte revisão da estimativa para o PIB contida na Lei Orçamentária Anual (LOA)”, disse o estudo que sugere uma melhor regulamentação na gestão das reservas internacionais do Banco Central, uma vez que elas têm afetado o resultado da autoridade monetária devido à volatilidade cambial.
 
A IFI prevê expansão de 0,46% no PIB deste ano, dado próximo à nova previsão do governo, que reduziu de 1,6% par 0,5% a expectativa de crescimento da economia em 2017. A entidade criou um índice, o Indicador de Prudência Orçamentária (Ipro), que aponta que o uso de táticas alternativas no manejo da política fiscal e orçamentária colocou o desempenho do Ipro em campo negativo entre 2011 e 2016.

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