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Correio Braziliense

Comissão do Senado rejeita relatório da reforma trabalhista por 10 a 9

Mesmo com a derrota na Comissão, o projeto segue normalmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)


postado em 20/06/2017 13:17 / atualizado em 20/06/2017 13:50

Senadores governistas trabalhavam com a expectativa de que o texto pudesse ser aprovado por placar de 11 a 8 ou com vantagem de 12 a 8, conforme o quórum da votação(foto: Geraldo Magela/Agencia Senado)
Senadores governistas trabalhavam com a expectativa de que o texto pudesse ser aprovado por placar de 11 a 8 ou com vantagem de 12 a 8, conforme o quórum da votação (foto: Geraldo Magela/Agencia Senado)
Em uma vitória inesperada para a oposição, a reforma trabalhista foi rejeitada, por 10 votos a 9, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, nesta terça-feira (20/6). A rejeição do parecer do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), é a primeira derrota da base governista em relação à proposta que pretende mudar mais de 100 pontos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) até o momento.

Surpreso com o placar, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), confessou que esperava aprovação por 11 a 9. Os votos que viraram o jogo foram dos senadores Hélio José (PMDB-DF) e Eduardo Amorim (PSDB-SE), que, apesar de serem da base aliada, disseram não à reforma. Também prejudicou o governo a ausência do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que foi substituído pelo suplente, Otto Alencar (PSD-BA), que já havia se posicionado contra a proposta na comissão anterior, de Assuntos Econômicos (CAE), e reforçou a rejeição na CAS. Em resumo, o governo perdeu três votos.

O fato de ter sido rejeitada na CAS não influencia na tramitação da reforma, reforçou Jucá. Agora, o texto segue para a terceira e última comissão, de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cujo relator é Jucá, que fez questão de enfatizar que a palavra final é do plenário. 

O calendário, segundo o senador, não muda: o governo ainda espera que a matéria chegue até 28 de junho no plenário. "O jogo está um a um. Os três relatórios (CAS, CAE e CCJ) irão para o plenário e será votado aquele que entenderem que tem prioridade. Não muda nada no calendário", disse Jucá. "Nós vamos fazer a reforma que o Brasil precisa."

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