Publicidade

Correio Braziliense

Alimentos de primeira necessidade estão mais baratos na mesa do brasiliense

Levantamento feito semanalmente pelo Correio aponta redução de preços em muitos produtos. Diferença de valores entre supermercados, porém, mostra que pesquisar é essencial para fazer o dinheiro valer mais


postado em 08/07/2017 08:00 / atualizado em 08/07/2017 00:07

Desempregado, o biomédico Luís Gustavo de Oliveira só compra o que está na lista elaborada previamente (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Desempregado, o biomédico Luís Gustavo de Oliveira só compra o que está na lista elaborada previamente (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

 

Com indicadores de preços registrando deflação, a conta do supermercado está dando um alívio ao bolso dos brasilienses. Ao longo desta semana, produtos de alimentação como tomate, coxa e sobrecoxa de frango e contrafilé estavam até 50% mais baratos na maioria dos estabelecimentos do Distrito Federal, segundo levantamento realizado pelo Correio. Outros itens, como arroz, leite e feijão também podiam ser comprados por valores mais acessíveis em alguns mercados.

O tomate pode ser encontrado com preços até 45% mais baixos do que semana passada. O quilo da fruta, que, no levantamento anterior, custava de R$ 2,59 a R$ 4,98, era encontrado, nesta semana, por menos de R$ 2 na maioria dos supermercados pesquisados. Já a coxa e a sobrecoxa de frango ficaram até 50% mais baratas em alguns locais. O contrafilé sofreu uma queda mais modesta, embora também significativa, e tinha preços cerca de 7% mais em conta do que na semana anterior.

Para economizar, Ivete passou a escolher marcas que custam menos (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )
Para economizar, Ivete passou a escolher marcas que custam menos (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )


O levantamento mostra a importância de o consumidor pesquisar, pois alguns produtos podem ter uma diferença de preço considerável entre um estabelecimento e outro. É o caso da batata, que apresentou queda de 50% em alguns supermercados, mas teve aumento de mais de 100% em um deles. A maçã subiu de preço na maioria dos locais pesquisados. Na semana passada, a fruta era encontrada por até R$ 4,99 o quilo; nesta semana, o valor chegou a R$ 5,98.

Mesmo com a oferta cada vez maior de promoções, os valores cobrados por boa parte dos comerciantes ainda desagradam muitos dos que frequentam supermercados, e o motivo é um só: as agruras que o brasileiro enfrenta devido à crise, que eliminou empregos e reduziu a renda das famílias. “Mesmo já tendo caído um pouco, os preços não estão condizentes com o poder de compra dos salários. Os supermercados vêm aumentando os valores sem critério, e isso está prejudicando nosso orçamento”, desabafou o funcionário público José Élio da Cunha, 57 anos.

Controle

A mudança de hábito tornou-se uma alternativa para quem procura tirar o máximo proveito da renda familiar. A troca de produtos de marcas mais conceituadas por outras mais baratas vem se tornando recorrente para quem tem que economizar nas compras de casa. “Eu costumava levar para casa só os produtos das melhores marcas, mas, hoje em dia, não tenho mais opção. Vou pelo valor mais baixo, mesmo”, contou a agente administrativa Ivete da Silva, 58 anos.

Outra providência que os brasileiros adotaram para controlar os gastos é cortar do carrinho os produtos menos essenciais. Itens que antes faziam parte da cesta básica das famílias vem se tornando cada vez mais supérfluos e dispensáveis. Para o biomédico Luís Gustavo de Oliveira, 39 anos, essa foi a alternativa para reduzir as despesas depois da perda do emprego. “Já que agora vivo com uma renda informal, tive que cortar produtos que considero não serem mais necessários. Vou ao supermercado com uma listinha, e compro só o que está nela”. contou.

De acordo com a educadora financeira do DSOP, Terezinha Rocha, a troca e até o corte de itens podem ajudar a poupar dinheiro. “Apesar de termos a tendência de comprar produtos de marca, muitas vezes vale a pena optar pelo mais barato. Além disso, tirar o que é desnecessário da lista de compras pode ajudar, e muito. Temos que nos perguntar se o produto é realmente essencial ou se é só um desejo”, observou.

A educadora ainda dá outras dicas. É importante que o consumidor saia de casa com a lista de compras para não gastar mais que o esperado. “A regra de ouro é ir ao mercado com a lista pronta e comprar só o que está contido nela. Assim, o consumidor não sai do mercado com itens desnecessários, mas só com o que de fato precisa”, disse. Além disso, é importante evitar o desperdício. “A economia não deve ser feita só na hora das compras. Em casa, a pessoa precisa reduzir o desperdício. Priorizar produtos mais velhos e saber reaproveitá-los é um diferencial para quem quer poupar dinheiro”, completou.

* Estagiária sob supervisão de Odail Figueiredo

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade