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Correio Braziliense

Paulo Paim diz que já há acordo para liberar galerias do plenário do Senado

Outro petista acredita que houve falta de cooperação por parte da base governista


postado em 11/07/2017 16:30

Os senadores do PT que lideram as negociações com o governo sobre a reforma trabalhista, Paulo Paim (RS) e Jorge Viana (AC), vão pedir uma reunião imediata dos líderes partidários da Casa para tentar construir um acordo sobre a questão. De acordo com eles, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-AC), aceitou liberar as galerias do plenário para visitantes durante a sessão e também autorizou que todos os parlamentares possam discursar durante a sessão, porém os governistas não cederam sobre a possibilidade de aprovar um destaque ao texto da reforma. 
 
 
Os oposicionistas querem aprovar pelo menos um destaque para impedir que gestantes e lactantes possam trabalhar em ambientes insalubres, mesmo que com autorização médica, como consta na proposta original. "O que está pegando é a questão dos destaques", contou Paim. Ele havia acabado de conversar com as senadoras, que ocupam a mesa do plenário há cerca de três horas, e se dirigia ao gabinete da presidência para conversar com os líderes. 

"Conversamos com Eunício e levamos posição no sentido de que houvesse acordo não só de procedimento, mas também de mérito em relação aos destaques. Temos a visão de que Senado não pode só aceitar o que vem da Câmara", disse Paim. Caso os senadores aprovem qualquer mudança na proposta da reforma, o texto terá que ser analisado novamente pela Câmara, o que atrasaria a sua tramitação. 

Para Viana, a proposta da reforma dividiu o país, e agora também divide o Senado. "É muito grave o Senado não poder apresentar nenhuma modificação", avaliou. Ele considerou a ocupação das senadoras da oposição no plenário como uma "manifestação política". 

O petista afirmou ainda que a negociação "está muito difícil" e que os governistas não acharam nenhuma maneira de solucionar o impasse. Viana ponderou, no entanto, que bastava o governo ceder um pouco e o assunto estaria pacificado. 

"Acho que seria razoável voltar para a Câmara, já que a urgência dessa proposta não fica evidente. Para o Brasil não faz diferença votar agora ou daqui a um mês, o que queríamos seria votar destaque para que votação volte à Câmara", defendeu Viana.

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