Economia

Ilan: nível do juro real é baixo historicamente e tende estimular economia

Contudo, ele voltou a frisar que, para que os juros permaneçam em patamar historicamente baixo, é preciso que sejam aprovadas as reformas estruturais

Agência Estado
postado em 16/10/2017 11:25
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou, em evento em São Paulo, que a forte queda da inflação observada nos últimos 12 meses permitiu que o Brasil chegasse a um patamar de juros historicamente baixo, que tende a estimular a economia. "Desde o início da desaceleração da inflação, já reduzimos a Selic em 6 pontos porcentuais. E a expectativa do mercado é de continuidade da queda. Já vemos uma redução das taxas bancárias, do spread bancário", diz, ponderando que ainda é pequena essa redução dos spreads.

A Selic atualmente está em 8,25% ao ano e Ilan mencionou que o juro real está em torno de 3,0%.

Contudo, ele voltou a frisar que, para que os juros permaneçam em patamar historicamente baixo, é preciso que sejam aprovadas as reformas estruturais. "Temos que insistir na reforma da Previdência", reiterou.

Ele voltou a afirmar que observa-se atualmente os primeiros sinais de recuperação da economia, mas ponderou que, para um crescimento forte, é preciso aumento dos investimentos.

Ilan mostrou-se otimista sobre a perspectiva de retorno de investimentos, com investimentos de empresas, por causa da depreciação dos últimos anos, e em infraestrutura.

O presidente do BC disse ainda que há esforço relevante do governo na agenda de infraestrutura. "A utilização da capacidade e programas de infraestrutura vão ajudar o segundo passo da recuperação, que é o investimento. O primeiro passo foi o consumo. O setor externo já vem ajudando na economia há bastante tempo, mas tem participação pequena na economia brasileira", disse.

Ele também voltou a mencionar os resultados favoráveis dos últimos leilões promovidos pelo governo. "Concessões reforçam sinais de que a condução da economia já mostra resultados", afirmou.

Ilan é convidado da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura (Italcam) em café da manhã em São Paulo.

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