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Correio Braziliense

"Estou pronto para ficar e para sair", diz Maggi, sobre reforma ministerial

Segundo ele, o chefe do Palácio do Planalto deve fazer o que melhor para a política e para a condução das reformas


postado em 20/11/2017 16:10 / atualizado em 20/11/2017 16:20

(foto: AFP / EVARISTO SA )
(foto: AFP / EVARISTO SA )

 

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, afirmou que a permanência dele na pasta depende do presidente, Michel Temer. Segundo ele, o chefe do Palácio do Planalto deve fazer o que melhor para a política e para a condução das reformas.

“Tenho conversado com o meu partido [PP], eles dizem que não tem nenhuma novidade eu digo com toda tranquilidade: estou pronto para ficar e pronto para sair”, disse o ministro. A declaração foi dada na tarde desta segunda (20/11) no evento International Conference on South-South and Triangular Cooperation, que debate a agricultura e erradicação da pobreza.

Maggi afirmou que, durante a gestão do ministério, procurou ser o mais efetivo possível com a modernização e ampliação do mercado.

Restrição à carne


O ministro da Agricultura também comentou a possibilidade da Rússia banir a importação da carne suína brasileira. Em algumas amostras, os fiscais encontraram ractopamina, que é um aditivo alimentar. Segundo Maggi, o país não fechou o  mercado, mas, sim, citou três empresas que vendiam a proteína animal com a substância.

 

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“Para o Brasil e muitos países, a ractopamina é permitida. A Europa e a Rússia não aceitam esse promotor de crescimento que nós utilizamos. Nós temos um programa no Ministério em que nós rastreamos isso. Nós vamos dar garantia que o produto que vai para a Rússia não tem. Agora, se alguma empresa fraudou, ou deixou passar, ou não conseguiu controlar isso, compete, sim, a eles fazerem as observações e nós fazemos as correções”, declarou.

O evento ocorrerá nesta segunda (20/11) e terça (21/11) no Centros de Convenções do Brasil 21. A conferência foi organizada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), pelo Ministério do Planejamento, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Cooperação Sul-Sul do Escritório das Nações Unidas e a Coalizão Internacional para o Acesso à Terra (ILC).

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