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Correio Braziliense

BC sinaliza que pode fazer novo corte na taxa básica de juros em fevereiro

Em ata da última reunião, a taxa chegou ao seu menor nível histórico: 7% ao ano


postado em 12/12/2017 10:15 / atualizado em 12/12/2017 10:21


Taxa básica de juros, hoje em 7% ao ano, pode cair para 6,75% em fevereiro, o que beneficiará o consumo.(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Taxa básica de juros, hoje em 7% ao ano, pode cair para 6,75% em fevereiro, o que beneficiará o consumo. (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
 
A taxa básica de juros, a Selic, poderá voltar a ser reduzida em fevereiro de 2018. É o que sinalizou o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em ata da última reunião, realizada na semana passada, quando a taxa chegou ao seu menor nível histórico: 7% ao ano. A expectativa de instituições financeiras é que essa taxa seja reduzida em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do comitê, indo para 6,75% ao ano.

No documento, o Copom diz que seria “apropriado sinalizar” que poderá haver nova redução “moderada” na próxima reunião, “sob a perspectiva atual”. “Mas [os membros do Copom] avaliaram que cabia advertir que essa visão é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”, diz a ata.
 
 
O Copom destacou que "houve consenso em manter liberdade de ação, mas sinalizar que o atual estágio do ciclo [de cortes na taxa básica] recomenda cautela na condução da política monetária [decisões sobre a Selic]".

Segundo o comitê, a continuidade da redução da Selic depende da evolução da atividade econômica e das expectativas de inflação.

O Copom também destacou que a aprovação da reforma da Previdência é fundamental para manter a inflação baixa.

“Todos os membros do comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e a implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira, são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia, com amplos benefícios para a sociedade”, enfatizou.

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