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Correio Braziliense

Volume de vendas no comércio cai 0,9% em outubro com relação a setembro

Apesar da queda nas vendas no comércio no último mês, no último ano, índice apresenta alta de 0,3%


postado em 13/12/2017 10:39

Especialistas preveem melhora nas vendas em 2018, impulsionada pela queda na inflação(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Especialistas preveem melhora nas vendas em 2018, impulsionada pela queda na inflação (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
A reação do varejo continua oscilando. Em outubro, o volume de vendas no comércio caiu 0,9% em relação a setembro. É o terceiro recuo na margem em três meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da variação negativa, as negociações de bens no mercado consumidor subiram 0,3% no acumulado em 12 meses encerrados em outubro. É a primeira alta nessa base de comparação em 30 meses. 


Os dois resultados mostram que, no curtíssimo prazo, as vendas no comércio seguem instáveis. O reflexo de um consumo das famílias ainda resiliente. Já a base em 12 meses mostra que, no longo prazo, a tendência é de reversão do volume de vendas. Com a desaceleração da inflação e dos juros, a perspectiva é que, aos poucos, a demanda retome com mais força. O consequente efeito disso tende a dar mais otimismo para os varejistas voltarem a gerar empregos.

Melhora esperada em 2018


A consequência dessa trajetória da atividade econômica é o aumento da ocupação e da massa de rendimentos disponível para consumo. No entanto, esse é um cenário que deve ser melhor observado somente em 2018, quando espera-se que a economia volte a apresentar um ritmo de crescimento mais consistente, segundo previsões de analistas do mercado financeiro.

O recuo em outubro é reflexo de uma queda disseminada entre as atividades do varejo. As vendas caíram em cinco dos oito segmentos pesquisados de setembro para outubro. Os maiores recuos foram em: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,5%); tecidos, vestuário e calçados (-2,7%); e móveis e eletrodomésticos (-2,3%). 

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