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Correio Braziliense

'É necessário trabalhar pelas reformas', defende presidente do BC

Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn abriu evento do Correio que discute as perspectivas para a economia brasileira em 2018


postado em 19/12/2017 11:05 / atualizado em 19/12/2017 11:42

(foto: Luis Nova/CB/D.A Press)
(foto: Luis Nova/CB/D.A Press)

 
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, alertou, na manhã desta terça-feira (19/12), que governo e Congresso precisam avançar e aprovar as reformas necessárias, como a da Previdência, para garantir a recuperação econômica em 2018.
 
 
"Gostaria de alertar que cenários benignos, como o externo de agora, não vão ficar para sempre. É necessário trabalhar pelas reformas para a recuperação sustentável da economia”, afirmou, ao abrir o evento Correio Debate: Desafios para 2018, realizado na sede do Correio, em Brasília.

 
Três fatores para a recuperação


Ele afirmou serem três os fatores que contribuíram para a recuperação da atividade econômica em 2017: a mudança de rumo na política econômica — assim que o presidente Michel Temer assumiu —, a queda dos preços, bastante influenciada pela grande oferta de alimentos, e a consequente redução da taxa básica de juros (Selic) pela metade.

Goldfajn lembrou que no começo de 2016 a inflação estava em dois dígitos, na casa dos 10,7% e que, em agosto do ano passado estava em 9% e agora, pela última medição, de novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 2,8%. “Outro aspecto que levou a melhoria econômica foi a queda da inflação de alimentos, que se encontrava com uma média de 8,5% nos últimos oito anos e este ano está em -5%. “A recuperação do consumo, a volta do poder de compra também ajudaram economia de forma significativa”, afirmou.

Por isso, disse ele, é preciso garantir que os ajustes necessários prossigam, para que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça cerca de 2,6% em 2018, e o ano que vem consolide as conquistas deste ano, como a redução significativa do custo do crédito.


Avanços da agenda do governo


Outra questão que influenciou positivamente a economia neste ano foram os avanços da agenda governamental. “Reformas trabalhistas e o teto de gastos ajudaram a reerguer a economia”, explicou. O avanço na agenda do próprio Banco Central também contribuiu para a melhora. “O ano nos permitiu ter maior estabilidade e regularidade de conduta, e isso nos permitiu maior concorrência”, afirmou. “Nós atuamos também nos produtos caros para o consumidor, como por exemplo, o crédito do rotativo no cartão. Permitimos também o desconto e limitamos o rotativo a 30 dias”, acrescentou

“Nós somos a favor dos juros baixos pra todo mundo” afirmou. “O ano que vem devemos fazer o dever de casa. Estamos trabalhando para criar o Comitê de Estabilidade Financeira e também estamos planejando avançar no relacionamento entre o Banco Central e o Tesouro” projetou Goldfajn. “Outro projeto do Banco Central é a duplicata eletrônica, onde todos os processos vão começar e acabar em meio eletrônico”, acrescentou.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

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