Publicidade

Correio Braziliense

País pode crescer 3% em 2018 com aprovação das reformas, diz Oliveira

Ao participar de seminário do Correio, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, defendeu que reformas como a da Previdência podem garantir 'desempenho brilhante' da economia em 2018


postado em 19/12/2017 12:10 / atualizado em 19/12/2017 12:21

(foto: Luis Nova/Esp.CB/D.A Press)
(foto: Luis Nova/Esp.CB/D.A Press)


O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou nesta terça-feira (19/12), em seminário sobre as perspectivas econômicas para 2018 realizado no Correio, que as expectativas para o ano de 2018 são positivas. Segundo ele, espera-se um crescimento na casa dos 3%, porém essa trajetória “brilhante” para a economia está condicionada à aprovação das reformas, em especial, a da Previdência. “Se a previdência e as outras reformas avançarem, vamos ter um crescimento adicional”, afirma.


O ministro disse que a não aprovação das reformas pode impactar o “risco-país”, que tem efeito direto no valor de ativos dos indivíduos e das empresas no Brasil. “O impacto imediato de não fazer a reforma será no risco do país. Quanto mais risco, mais alto é o câmbio e o custo de crédito, há redução da renda disponível das pessoas e cai o consumo e o crescimento”, avaliou.

Segundo a conta presente na apresentação do ministro, em um cenário com 300 pontos no Credit Default Swap (CDS), cada brasileiro perderia R$ 2,7 mil, em termos de renda per capta. A dívida aumentaria R$ 1,7 mil para cada brasileiro. Ou seja, cada um poderia perder de R$ 4,5 mil até R$ 7 mil. “A decisão desse diferencial de ter um crescimento depende da aprovação das reformas, e é por isso que nós estaremos nos empenhando ainda mais com muito mais força.” 

Reforma sutil e gradual


Oliveira defendeu que a reforma previdenciária proposta é sutil e acontecerá, se aprovada, de forma lenta e gradual, respeitando os direitos adquiridos. “Ao meu ver, a diferença entre ter um desempenho brilhante e um mediano depende da reforma da Previdência.”  

O ministro argumentou que, para 2018, o principal objetivo da economia brasileira é manter a redução dos juros e dos custos financeiros das famílias. Segundo ele, dessa forma, o brasileiro ficará mais livre para voltar a consumir. “O fim do processo de desalavancagem vai colocar as famílias e as empresas de volta às atividades de consumo e investimento”, explicou. Segundo ele, essas ações, para a retomada do consumo, já vem acontecendo em 2017.

 
Sem comentar sobre Lewandowski

 
Na saída do evento, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, não quis comentar a decisão do ministro do Supremo Tribunal  Federal (STF) Ricardo Lewandowski em suspender as Medidas Provisórias que adiam os reajuste dos servidores para 2019. 
 
* Estagiário sob supervisão de Humberto Rezende 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade