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Correio Braziliense

Cerca de 4.500 russos combatem no exterior em grupos terroristas

Até agora, Moscou estimava em 2.900 o número de jihadistas russos - principalmente das instáveis repúblicas muçulmanas %u200B%u200Bdo Cáucaso - lutando no Iraque e na Síria


postado em 19/12/2017 16:05

Cerca de 4.500 cidadãos russos viajaram para o exterior para lutar com terroristas, anunciaram nesta terça-feira (19) os serviços de segurança russos que temem seu retorno ao país, agora que o grupo Estado Islâmico (EI) perdeu quase todo o seu território na Síria e no Iraque.

Até agora, Moscou estimava em 2.900 o número de jihadistas russos - principalmente das instáveis repúblicas muçulmanas %u200B%u200Bdo Cáucaso - lutando no Iraque e na Síria.

 

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Segundo Alexandre Bortnikov, diretor do FSB, o serviço de segurança russo, em entrevista ao jornal oficial Rossiïskaïa Gazeta, os russos em questão "viajaram ao exterior para participar em combates do lado dos terroristas".

De acordo com Bortnikov, mais de 9.500 pessoas foram julgadas na Rússia em cinco anos "por crimes ligados ao terrorismo ou ao extremismo".

Depois que o presidente Vladimir Putin anunciou a retirada de uma parte das forças russas na Síria, onde apoiavam o regime de Bashar al-Assad, o FSB afirmou que temia o retorno dos jihadistas ao território russo, que sediará no próximo ano a Copa do Mundo de Futebol.

A Rússia recebeu várias ameaças do EI e da facção síria da Al-Qaeda desde o início de sua intervenção militar na Síria, em 30 de setembro de 2015. O país sofreu ataques reivindicados por esses grupos nos últimos meses, incluindo o que causou 16 mortos e dezenas de feridos em 3 de abril no metrô de São Petersburgo.

No domingo, Putin agradeceu o presidente americano Donald Trump por "as informações transmitidas pela CIA" que permitiram, segundo ele, impedir um ataque em São Petersburgo.

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