Publicidade

Correio Braziliense

Leilão de contratação de energia nova tem deságio de 38,7%

Certame significa economia de R$ 68,5 bilhões para os consumidores e investimentos em 63 projetos


postado em 20/12/2017 15:42

O governo comemora os dois leilões de contratação de energia nova realizados esta semana. Na segunda feira (18/12), o certame A-4, com entrega da produção em quatro anos, houve deságio de 54,65%, contratação de 25 projetos de geração de energia elétrica, com capacidade instalada total de 675 megawatts (MW) de potência.

Nesta quarta-feira (20/12), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizou 26º Leilão de Energia Nova A-6, com previsão de entrega da produção em seis anos. O certame movimentou R$ 108 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 572,5 terawatts/hora (TWh) de energia.

 

Leia as últimas notícias de Economia

 

O preço médio ao final das negociações foi de R$ 189,45 por megawatt/hora (MWh), com deságio de 38,7% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 68,5 bilhões para os consumidores de energia.

Ao final das negociações, foram contratados 63 empreendimentos de geração, sendo 49 usinas eólicas (691,8 MW médios), seis Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs (71,3 MW médios), seis térmicas movidas a biomassa (102,6 MW médios) e duas térmicas a gás natural (1.870,9 MW médios), somando 2.736,6 MW médios de energia contratada.

Ao todo, os projetos que foram contratados totalizam 2.930,9 MW médios de garantia física e as usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2023.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, acompanhou o leilão em tempo real e comemorou o resultado.
"Os leilões desta semana são uma prova inequívoca do interesse dos investidores no setor elétrico brasileiro e mais uma demonstração da melhora no ambiente de negócios, tanto no setor de geração como no de transmissão”, afirmou.

O ministro destacou também que, com a retomada da economia, o fornecimento de energia para o setor produtivo, o comércio e para todos os demais consumidores brasileiros está garantido, a preços cada vez mais competitivos. “Mais do que isso, os investimentos em infraestrutura, com a participação do setor privado, são a mola propulsora da economia em diferentes regiões, gerando milhares de empregos e renda”, concluiu.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade