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Correio Braziliense

Governo usa financiamento da Caixa para aprovar reforma da Previdência

O objetivo do Palácio do Planalto é que os governadores que esperam os recursos influenciem deputados de seus estados a votar favoravelmente pela reforma da Previdência


postado em 26/12/2017 18:18 / atualizado em 26/12/2017 18:48

Carlos Marun: 'O nível de apoio que o governador puder prestar à reforma vai ser considerado'(foto: AFP / Sergio LIMA)
Carlos Marun: 'O nível de apoio que o governador puder prestar à reforma vai ser considerado' (foto: AFP / Sergio LIMA)
 
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse, nesta terça-feira (26/12), que o governo federal está negociando a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal aos estados em troca de apoio à reforma da Previdência.
 
O objetivo do Palácio do Planalto é que os governadores influenciem deputados de seus estados a votarem favoravelmente à proposta que atualiza as regras de aposentadoria. Para Marun, a estratégia não deve ser encarada como chantagem e a definiu como uma "ação de governo".
 
 
"Financiamentos da Caixa são ações de governo. Se não, um governador poderia tomar esse recurso em bancos privados. Se não na Caixa, no Banco do Brasil ou no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). E, nesse sentido, entendemos que deve, sim, ser discutido com os governantes uma reciprocidade, no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência, por uma questão que entendemos ser importante para o Brasil", afirmou. 

 
Chantagem, não 

 
Os acordos estão sendo negociados com os mais diversos governadores, especialmente os que têm financiamentos a serem liberados, admitiu Marun. "Até porque aqueles parlamentares ligados a esses governadores, obviamente, em função das ações que serão resultado desses financiamentos, terão aspectos eleitorais positivos. Queremos que os governadores nos auxiliem na aprovação da reforma", declarou. 
 
O auxiliar de Temer avalia, no entanto, que a estratégia não deve ser encarada como uma forma de chantagem. "Sendo uma ação de governo, obviamente que o nível de apoio que o governador puder prestar à reforma vai ser considerado nessa questão”, ponderou.

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