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Correio Braziliense

Fundos de investimento facilitam aplicações no mercado financeiro

A procura por fundos de investimento vem aumentando a cada ano. Em 2017, eles captaram R$ 259,8 bilhões e, segundo a assessora de investimentos Fernanda Machado, o crescimento deve continuar em 2018


postado em 14/01/2018 11:07

Investir no mercado financeiro, dependendo do tipo de aplicação escolhida, pode exigir esforço e competência e, por isso, o acompanhamento de um profissional do ramo é sempre recomendável. Porém, existem formas mais simples de investir, que exigem menos trabalho. Fundos de investimento, por exemplo, podem ser uma opção para quem não entende suficientemente o funcionamento do mercado ou para quem não tem tempo para se dedicar ao assunto.

O professor de administração, com especialização em finanças e métodos quantitativos do Uniceub Raphael Leon explica que investir em cotas de fundos é  fácil. “É como se fosse uma compra em conjunto. É quando você se junta a várias pessoas, cada uma com certa quantia de dinheiro, para ter acesso a investimento melhores”, afirma. “Se eu junto algumas pessoas com esse propósito, consigo contratar analistas que vão me proporcionar investimentos que talvez eu não conseguisse compreender ou pagar sozinho.” Leon faz ainda uma analogia com os condomínios residenciais para ilustrar como funciona o investimento em fundos. “Em um condomínio, você não consegue bancar uma piscina. Aí você se junta a outros condôminos e consegue pagar os custos”, compara.

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A procura por fundos de investimento vem aumentando a cada ano. Em 2017, eles captaram R$ 259,8 bilhões e, segundo a assessora de investimentos Fernanda Machado, o crescimento deve continuar em 2018. Existem centenas de fundos de investimento no mercado, oferecidos por bancos e corretoras de valores. Mas, basicamente, eles podem ser agrupados em cinco grandes categorias — de renda fixa, DI, multimercados, cambiais e de ações — cada uma delas indicando o tipo de aplicação aos quais eles de dedicam. Fundos de ações, por exemplo, aplicam os recursos dos cotistas em papéis de empresas negociadas na bolsa de valores. A carteira dos fundos DI é composta de títulos que acompanham a variação diária das taxas de juros do mercado, e assim por diante. (veja na arte)

Perfil

Fernanda Machado explica que uma boa forma de começar a investir em fundos é conhecer as características daqueles nos quais se pretende aplicar. “A primeira dica é entender o que aquele fundo faz e em quais ativos investe”, explica. Outra recomendação é buscar as opções que melhor se ajustem ao perfil do investidor. “Muitas vezes, um cliente acaba comprando um risco que não precisa correr. Se alguém não consegue ficar tranquilo com a volatilidade e instabilidade do mercado, por exemplo, um fundo de ações não deve ser a melhor escolha para ele”, observa, já que os preços das ações sofrem variações diárias na bolsa, movimento que se reflete no valor das cotas.

Os investimentos nos quais serão aplicados os recursos dos cotistas são definidos antecipadamente no estatuto do fundo, um documento registrado em cartório. Os objetivos, as funções administrativas e os nomes dos administradores precisam ser aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade responsável pela supervisão e fiscalização do mercado de capitais. A CVM exige ainda que a política de investimento e os riscos das aplicações sejam explicados em prospectos colocados à disposição dos cotistas. Todas essas informações podem ser obtidas nos bancos e nas corretoras, ou mesmo nas páginas dessas instituições na internet.

* Estagiário sob supervisão de Odail Figueiredo

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