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Correio Braziliense

Despacho de bagagem está mais caro para os passageiros da Latam

Segundo a Latam, a companhia não faz mais distinções entre os valores cobrados no momento da emissão do bilhete e de forma antecipada, que tiveram os preços unificados


postado em 02/02/2018 08:28

Na primeira peça, o valor subiu de R$ 30 para R$ 40 e, na segunda, passou de R$ 50 para R$ 60. A terceira e demais peças custam R$ 80(foto: Ed Alves/CB/D.A Press - 4/3/17)
Na primeira peça, o valor subiu de R$ 30 para R$ 40 e, na segunda, passou de R$ 50 para R$ 60. A terceira e demais peças custam R$ 80 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press - 4/3/17)

 
A Latam aumentou os preços para despachar malas e alterou a forma de cobrança. Os novos valores vigoram desde 29 de janeiro. As demais companhias aéreas não mudaram suas tabelas. Porém, desde que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o fim da franquia de bagagem e não impõe mais limites mínimos às empresas, a cobrança por volumes tem dado muita dor de cabeça aos passageiros.

Segundo a Latam, a companhia não faz mais distinções entre os valores cobrados no momento da emissão do bilhete e de forma antecipada, que tiveram os preços unificados: na primeira peça, o valor subiu de R$ 30 para R$ 40 e, na segunda, passou de R$ 50 para R$ 60. A terceira e demais peças custam R$ 80.

No aeroporto, os preços não sofreram mudanças e seguem de R$ 80, R$ 110 e R$ 200, respectivamente. “A Latam Airlines Brasil esclarece ainda que os perfis de tarifa que já incluem franquias de bagagem não terão qualquer alteração”, afirmou, em nota. Gol, Avianca e Azul oferecem tarifas com e sem franquia de bagagem e cobram valores diferentes para aquisição do direito de despachar volumes se a compra for feita no aeroporto, na hora do embarque, ou por meio de canais digitais, como site, call center, aplicativos ou, ainda, com mais de seis horas de antecedência (veja quadro). 

Nenhuma das três alterou os preços cobrados. “Não há previsão, por parte da Azul, de alterar esses valores”, informou a companhia, em nota. Para a passageira Renata Soares, 34 anos, o maior problema é que, agora, não é mais possível somar os pesos dos volumes despachados. “Ao voltar de Porto Alegre para Brasília, pela Gol, tínhamos duas franquias de 23kg, mas a mala pesava 24kg e a cadeirinha de bebê, 7kg. A companhia queria cobrar R$ 78 por 1kg de excesso”, reclamou.

Renata ainda tentou levar a cadeirinha dentro da aeronave, mas os atendentes não permitiram. “Tive que abrir as malas, trocar peças mais pesadas que estavam na bagagem por outras até perder o quilo extra”, contou. A despachante ambiental Kelly Marques, 48, perdeu mais de uma hora nos autoatendimentos da Gol, em Porto Seguro, para pagar menos por uma mala. “Se fosse despachar no balcão seria R$ 60 e, no equipamento, R$ 30. Mas estava com problema, não pesava. Tive que chamar o atendimento, que demorou mais de uma hora.”
 
(foto: Arte/CB/DA Press)
(foto: Arte/CB/DA Press)

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