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Correio Braziliense

Petrobras anuncia a venda da Refinaria de Pasadena, estopim da Lava-Jato

Estatal iniciou etapa de divulgação de oportunidade de venda do ativo, que foi alvo de uma série de denúncias de corrupção


postado em 07/02/2018 12:51 / atualizado em 07/02/2018 13:00

A refinaria foi alvo de uma série de denúncias de corrupção e o estopim para deflagar a operação Lava-Jato(foto: Reprodução da Internet)
A refinaria foi alvo de uma série de denúncias de corrupção e o estopim para deflagar a operação Lava-Jato (foto: Reprodução da Internet)
 
 
A Petrobras anunciou que vai colocar à venda a Refinaria de Pasadena, localizada no Texas, nos Estados Unidos. A divulgação de oportunidade será feita por meio de sua afiliada Petrobras America Inc (PAI) e contempla todo o sistema de operações de refino de Pasadena.
 
Foram colocados à venda a refinaria, com capacidade de processamento de petróleo de 110 mil barris por dia e capacidade de armazenamento de 5,1 milhões de barris de petróleo e derivados, o terminal marítimo, a logística e os estoques associados, além de um terreno localizado no canal marítimo de acesso a Houston (Houston Ship Channel), para oportunidades de expansão futura.
 
A transação consiste na alienação da participação da PAI nas empresas: Pasadena Refining System, Inc, PRSI Trading LLC e PRSI Real Property Holdings LLC. O anúncio de oportunidade, chamado Teaser, contém as principais informações e os critérios objetivos para a seleção de potenciais participantes no processo.
 
Segundo comunicado da Petrobras, a divulgação ao mercado “está em consonância com a sistemática para desinvestimentos da Petrobras e está alinhada às orientações do Tribunal de Contas da União (TCU)”.

Estopim para a Lava-jato 

A refinaria foi alvo de uma série de denúncias de corrupção e o estopim para deflagar a operação Lava-Jato. As denúncias atingiram a ex-presidente Dilma Rousseff, que na época da negociação era presidente do conselho de administração da Petrobras.
 
De acordo com o TCU, o conselho da petroleira aprovou a compra da refinaria com base em critérios “antieconômicos”, com prejuízos de US$ 580 milhões para a Petrobras. Ao todo, a estatal pagou cerca de US$ 1,2 bilhão por Pasadena.

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