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Correio Braziliense

Marun vê março como mês ideal para votar reforma da Previdência no Senado

O auxiliar de Temer evita, no entanto, cravar quantos votos o novo texto pode assegurar à reforma


postado em 07/02/2018 17:08 / atualizado em 07/02/2018 17:19

A ideia, ressalta Marun, é que todo o processo pela aprovação seja concluído no próximo mês.(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A ideia, ressalta Marun, é que todo o processo pela aprovação seja concluído no próximo mês. (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 
O governo federal está otimista com o recente texto da reforma da Previdência. E até já prevê que a proposta possa entrar em debate e ser aprovada no Senado Federal em março. É o que avaliou nesta quarta-feira (7/2) o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun. Para ele, o período de discussão da matéria na Câmara deve garantir a maturação necessária para a análise na Casa.
 
A ideia, ressalta Marun, é que todo o processo pela aprovação seja concluído no próximo mês. “O ideal que o processo estivesse todo concluído no primeiro trimestre. Mas, obviamente, o presidente Eunício Oliveira tem a prerrogativa de fazer com que isso avance em conformidade com o que ele acha melhor. Entendemos que o Senado, obviamente, vai analisar com profundidade a questão, mas entendemos, também, que ela chega mais discutida”, disse.
 
O processo pelo qual passou a reforma na Câmara credencia o texto para que seja votado com mais celeridade no Senado, justifica Marun. “A proposta chegou na Câmara tendo sido elaborada quase que de forma exclusiva pela área técnica. Agora, não, passou pelo crivo e aprimoramento político. Ela chegará ao senado já tendo recebido várias modificações que são resultados de pleitos da sociedade que foram incorporados pelos senhores parlamentares”, justificou.
 
A nova proposta, que prevê pensão integral a viúvas e viúvos de policiais mortos em combate, é absolutamente consensual entre os líderes da base e o presidente Michel Temer, ressalta Marun. Além disso, a matéria confere, ainda, mais esclarecimentos a alguns pontos. Em vista dessa elucidação do projeto, o articulador político avalia o novo texto como um passo importante para a conquista de votos de deputados indecisos. 
 
“O aumento do esclarecimento leva o aumento do apoio à reforma. Está claro na emenda aglutinativa que nada muda em relação ao trabalhador rural e ao benefício de prestação continuada (BPC) nesta reforma. São pontos sobre os quais existiam muitas dúvidas”, avaliou Marun. 
 
O auxiliar de Temer evita, no entanto, cravar quantos votos o novo texto pode assegurar à reforma. “Essa mudança (da pensão integral a viúvos e viúvas) foi estabelecida porque ela é absolutamente consensual. Que eu saiba, não houve em torno dela negociação de votos. Agora, existem outros pontos onde certamente o apoio parlamentar a algumas propostas pode ser decisivo em torno de votos”, disse.
Eventuais novas mudanças ao texto em plenário também não estão descartadas. “Podemos analisar uma transição talvez mais aprimorada para os servidores públicos. Aí, incluindo, também, os policiais. Podemos analisar alguma modificação na questão do acúmulo da aposentadoria e pensão. E também analisar a equiparação em termos previdenciários de policiais e agentes penitenciários”, disse. 
 
Para Marun, é natural que o Congresso proponha mudanças ao texto no início das discussões em torno da reforma, em 19 de fevereiro. “O governo entende que é natural que o Parlamento sugira alguns aprimoramentos ao texto. E, sem dúvida alguma, propostas que não firam os pilares da reforma, e que possam somar votos para a aprovação, serão, digamos, ouvidas e analisadas”, assegurou. 

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